BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
02
Dez 15

Opinião de Pompeu Martins, Presidente da Comissão Administrativa do PS/Fafe, publicada no jornal Notícias de Fafe:

 

No tocante à religião, convém esclarecer que Portugal e mesmo a nossa terra, está disponível para acolher famílias refugiadas não porque elas são islâmicas, mas antes porque são pessoas em fuga de guerra. Se fossem cristãos, ortodoxos ou sem religião, teríamos os mesmos deveres de ajuda. Por outro lado, a forma como cada povo ora e pratica o seu culto em nada fere as liberdades de cada um que professa outra fé, ou não tem confissão. O Papa Francisco tem sido muito claro nesta posição e um defensor do ecumenismo e do diálogo inter-religioso.

Sobre a confusão entre islamismo e terrorismo, gerando a islamfobia, leiam-se declarações do Imã da Mesquita de Lisboa, Sheik David Munhir sobre o atentado em Paris: "Ficámos chocados e tristes, como qualquer pessoa de bom senso. O mais chocante para um muçulmano é que quem fez aquilo seja também muçulmano, porque Islão significa Paz".

É, pois, urgente que esta mensagem seja difundida e que nós fafenses, sendo homens e mulheres de uma terra que evoca os valores e as causas da humanidade, estejamos à altura deste desafio que a Câmara unanimemente aprovou, mostrando que é na dureza dos dias e dos atos que se comprova a dureza das ideias. Os fafenses estarão prontos para saber acolher, para saber respeitar e para saber abris os braços para quem, como nós, noutra língua e talvez noutra religião, ama os seus filhos, ama os seus pais, ama o seu semelhante, ama porque é humano amar.

publicado por blogmontelongo às 18:00
21
Nov 15

Opinião de Fernanda Cunha publicada no seu Facebook:

 

A CIDADE DE FAFE PERDE TUDO ...MAS MESMO TUDO PARA A CIDADE DE GUIMARÃES

Como é que tal situação não haveria de verificar se em Fafe e, segundo os Fafenses não havia ninguém competente para ficar à frente do municipio???
Em 1984 ..perdemos a linha comboio ...para Guimarães.
De seguida , perdemos a maternidade também para Guimarães. Guimarães viu aumentada a taxa de natalidade porque em Fafe , as mulheres grávidas deixaram de ter umm local para os seus filhos nascerem ..
Mas como se não bastasse , a saga de perdemos tudo para Guimarães continua....
E não é que perdemos o Tribunal ???Principalmente a parte do Tribunal de Família ????E já não bastava os nossos filhos nascerem em Guimarães , como tem de o senhor de capa preta de Guimarães , a decidir o futuro dos nossos filhos. Justiça , não há...a não ser que sejamos de Guimarães.
Fafe perde também para Guimarães o Hospital.
De acordo , com as noticias publicadas no site da Câmara Municipal de Fafe, esta Terra intitula-se de terra justa, agora resta saber para quem é que a Cidade de Fafe é justa....
Mas ainda não chega , o senhor Presidente , vimarenense de gema ,ainda não está satisfeito em tirar tudo o que Fafe tem, até porque a gestão do centro de saúde de Fafe , é feita pelo Centro de Saúde de Guimarães.
A Gestão do nosso centro de saúde que estava tão bem entregue a uma pessoa natural de Fafe ,o Dr. Filipe Antunes ( entre outros) passou a ser gerida por um centro de Saúde qualquer de Guimarães...admire-se pois este presidente da Câmara , Raul Cunha , só tem em mente prejudicar Fafe , em prol da cidade de Guimarães.
Fafe é uma terra justa para os forasteiros , para os refugiados sirios que vêm pôr em causa a nossa segurança , comer e beber à nossa custa e ainda ocupar apartamentos de luxo , em pleno centro da cidade de Fafe....admire-se com o lema "Fafe ...Terra Justa."
E por falar em segurança e de acordo com o publicado no noticias de fafe em "http://www.noticiasdefafe.com/…/novo-quartel-ja-nao-vai-rec…" , mostro o meu desagrado e penso que é opinião generalizada de todos os municipes porque Fafe afinal vai deixar fugir mais um edificio para Guimarães , o do Destacamento territorial da GNR e , depois da Câmara Municipal ter investido um milhão....imagine-se um milhão para ficarmos com um edificio, às moscas e sem serviços , porque estes serviços que não vêm para a nossa cidade , para o nosso concelho ...imaginem lá onde vão ficar ????
Em Guimarães ,é claro . Para que o sr. Presidente tenha a sua casa segura ...e nós em Fafe , vivamos na insegurança , porque ao ficarmos sem o Destacamento Territorial da GNR ficamos sem os serviços que o acompanha , nomeadamente Núcleo de Investigação Criminal ,Ambiente , Escola Segura , entre outros....então sem estes serviços ficamos a ser um posto de segunda categoria...que depende de ....imaginem lá ....de Guimarães.
A GNR não é só precisa para passar multas , eu quero me sentir segura na minha cidade , quero aquilo que tenho direito a segurança , aquilo que a Câmara , na pessoa do sr. Raul Cunha , prometeu a todos os cidadãos.
Eu , Fernanda Cunha , em nome de todos os cidadãos de Fafe ,solicitar ao sr. Presidente uma tomada de decisão urgente e uma tomada de posição por forma a informar os municipes para nos dar algum conforto e segurança.
Com os últimos acontecimentos em Paris e , com o acolhimento dos refugiados sírios em Fafe eu e os outros municipes , queremos nos sentir em segurança e , queremos o Destacamento Territorial da GNR a funcionar em pleno em Fafe.
Chega de tirar tudo a esta cidade....
Peço a todos os Fafenses que tomem uma posição para mostrar que nós ainda somos um povo unido e, caso seja necessário , aplicamos a nossa Justiça...a de Fafe , porque pelo menos esta o sr. Raúl Cunha não a consegue levar para Guimarães....mas qualquer dia quem sabe ainda dá a estátua da justiça de Fafe a Guimarães-..

publicado por blogmontelongo às 18:00
18
Nov 15

Opinião de Elsa Lima, directora do jornal Notícias de Fafe:

 

O Município de Fafe formalizou, esta semana, em protocolo assinado com a Plataforma de Apoio a Refugiados, a vontade de acolher, num apartamento da cidade, pelo menos uma família de refugiados (poderão vir a ser duas) medida que poderá ser replicada noutros pontos do concelho, se outras instituições, por exemplo, juntas de freguesia, seguirem o exemplo da Câmara.

Sabendo de antemão que o assunto é delicado e tem suscitado acesas discussões, e troca de opiniões, apraz perguntar que recepção os espera?

Às primeiras notícias publicadas e difundidas nas redes sociais de que a Câmara de Fafe estava disponível para receber refugiados, as reacções não tardaram. Se por um lado, uns se disponibilizam para ajudar nesse acolhimento e a colaborar em iniciativas solidárias, há também quem, sem rodeios, se manifeste redondamente contra o acolhimento de refugiados argumentando que existem muitos casos de pobreza em Fafe e que esses sim devem ser ajudados em primeiro lugar. Há também quem se oponha pelo receio de que, entre os refugiados, possam estar elementos de redes terroristas que possam colocar em causa a segurança local.

O que é certo é que respeitando todos os argumentos, todos estamos a assistir a uma crise humanitária sem memória e é impossível deixar de sentir incómodo com as imagens que entram nas nossas casas pelos telejornais. É impossível assistir de forma impávida e serena ao sofrimento de milhares de pessoas, principalmente das crianças e velhos que se deslocam sem tecto, sem projectos, e sem saber que futuro os espera, para fugir à guerra que lhe retirou a casa, a estabilidade familiar e o sossego.

O Município de Fafe quer dar um contributo, à sua escala, propondo-se como instituição anfitriã para acolher uma dessas famílias, que se deslocam entre milhares, à procura de paz e de uma oportunidade para recomeçar.

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Concordo que assim seja. Uma ajuda que não passará, e bem, só pela oferta do peixe, mas por ensinar a pescar.

A esta família será oferecida uma oportunidade de se integrar na realidade que os acolhe, inserindo os adultos no mercado laboral, colocando as crianças nas escolas, de maneira a que, no período máximo de dois anos, se tornem autónomos. Não é caridade pela caridade, mas sim ajudar num período de real carência e dificuldade, apetrechando a casa e oferecendo roupa e comida, mas, ao mesmo tempo, ensinando a que dominem a língua, comecem a trabalhar e se desenrasquem, contribuindo também para a sociedade que os acolhe, adaptando-se e respeitando as regras daqueles que por cá se encontram, pois só assim poderão ser realmente integrados e respeitados.

Assim, para acalmar reacções mais acaloradas, que se ouvem aqui e ali, sugiro o uso e abuso da Empatia: capacidade de compreender o sentimento ou reacção da outra pessoa imaginando-se nas mesmas circunstâncias.

E se fossemos nós!?

publicado por blogmontelongo às 18:00
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