BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
08
Jun 16

Opinião de Fernando Alves, IPF, publicada no jornal Notícias de Fafe:

 

2015 saldou-se por um prejuízo de 1,1 milhões de euros

Já passou algum tempo sobre a realização da última Assembleia Municipal que incluía num dos pontos da Ordem de Trabalhos, a análise, discussão e votação do Relatório de Contas 2015.

Como é habitual e normal, os eleitos pelo Movimento de Cidadãos Independestes por Fafe na Assembleia Municipal, manifestaram o seu ponto de vista sobre a realidade das contas e não deixaram de registar alguns pontos positivos, e questionar o presidente da Câmara sobre algumas dúvidas.

É evidente que a prestação de contas representa um momento essencial no ciclo anual da atividade municipal; e é pela prestação de contas que nos é possível analisar e sobretudo avaliar, o desempenho económico-financeiro do municiípio; como é, também, através deste documento que nos é possível medir o desempenho financeiro das decisões políticas tomadas pelo Executivo, e saber quais os efeitos para os cofres municipais que o caminho político traçado e seguido causaram.

É verdade que o documento apresentado para análise, discussão e votação da Assembleia Municipal, mostrava o excelente trabalho desenvolvido pelo Departamento de Gestão Financeira da Câmara Municipal, não existindo, por isso, razões técnicas que merecessem oposição às contas que foram apresentadas.

Contudo, apresentaram-se-nos algumas dúvidas e reparos que com toda a legitimidade foram feitos.

Pelo que fica dito, os eleitos pelo Movimento de Cidadãos Independentes por Fafe registam como sendo positivo:

          1º. A adoção do princípio da especialização, em 2015, para reconhecimento das receitas com o IMI e derrama. Em 2015, o município registou na sua contabilidade o valor destes impostos a receber em 2016, obedecendo às regras do POCAL.

          2º. Em 2015, as receitas correntes brutas foram superiores às despesas correntes e amortizações de empréstimos, cumprindo assim com a regra do equilíbrio orçamental nos termos da lei.

          3º. A dívida relativa a Empréstimos de Médio e Longo Prazo foi reduzida em 2.120.000 euros, passando de 4.470.000 euros para 2.350.000 euros.

          4º. Também deve ser realçado o facto de o Município cumprir com os limites de endividamento nos termos das normas e da legislação em vigor.

 

Já quanto aos aspetos negativos, registamos:

          1º. O rácio que mede o grau de independência financeira fixou-se em 39,63%. É este rácio que relaciona as receitas próprias com as receitas totais, e considera-se que existe independência financeira quando este é superior a 50%, ou seja, existe independência financeira quando as receitas próprias representam pelo menos metade das receitas totais. O que não acontece em Fafe.

          2º. Os custos com transferências e subsídios correntes, aumentaram 1,1 milhões de euros; passaram de 3,2 milhões para 4,3 milhões. Pela primeira vez nos últimos anos, o valor transferido para as instituições e associações foi superior ao valor transferido para as freguesias. Sendo que os maiores beneficiários foram a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Montelongo com 310 mil euros e o Rancho Folclórico de Fafe com 175 mil euros.

          3º. Os custos com aquisição de serviços de consultoria, assessoria e assistência técnica em 2013 totalizavam 293 mil euros; em 2015 este custos passaram para 728 mil euros. Um aumento de 248%.

          4º. Só no ano de 2015, o Município registou um prejuízo de 1,1 milhões de euros com a venda das habitações José Saramago. O prejuízo acumulado de venda destas habitações, no fim de 2015, totalizava 1,6 milhões de euros.

 

É de salientar o facto de o Município, pela primeira vez nos últimos anos, apresentar um resultado negativo. As contas de 2015 apresentam um prejuízo de 1,1 milhões de euros.

Muito contribuiu para este resultado, o negócio ruinoso das habitações Saramago, mas não é seguramente o único motivo. Há outros motivos que o Sr. Presidente da Câmara deve identificar e corrigir.

Todos sabemos que o objectivo principal de qualquer município não é apresentar lucro, mas não deixa de ser preocupante quando este apresenta prejuízo. O nosso voto final esteve em consonância com a posição tomada em reunião de Câmara pelos Vereadores dos Independentes por Fafe, ou seja, a abstenção.

 

Fernando Alves IPF Fafe

 

 

publicado por blogmontelongo às 18:00
23
Mai 15

Opinião de Ricardo Gonçalves no seu blog:

 

Fechou-se o "pano" sobre as Feiras Francas 2015, em Fafe.

Uma edição que assinala o regresso da organização à esfera do município, relegando a Cofafe para simples colaborador nas actividades mais relacionadas com o mundo rural. Tal como sempre deveria ter sido, na minha opinião.
 
De relevante nesta edição tivemos o fim da Expo Rural, muito criticada pela perda de identidade, a eliminação da entrada paga e a escolha do parque da cidade para a realização do evento. Pelo que pude avaliar, todas estas escolhas se revelaram acertadas.
 
Há, de facto, uma nova forma de organizar eventos em Fafe. Escolhas criteriosas, atenção aos pormenores, ir ao encontro da "vox populi", tentando agradar àqueles que, no fundo, são os destinatários destas organizações: a população fafense.
 
Por imperativos legais, o organizador oficial foi o Rancho Folclórico de Fafe mas, no terreno, continua a ser a Naturfafe que representa a força de trabalho da organização. Papel subalternizado mas fundamental para o sucesso deste (e outros) eventos e que não é reconhecido nem valorizado. Eu reconheço, valorizo e agradeço àquela gente que, contra tudo e todos, teima em desempenhar as funções para que são chamados.
 
A rever em edições futuras será a tardia divulgação do programa que compromete sobremaneira a promoção do evento. Esta é já quase uma "marca" do município e que, espera-se, não tarde em ficar ultrapassado. Até porque dentro de pouco mais de um mês entram em cartaz as Festas da Cidade. Um pequeno reparo a uma organização que esteve muito perto da excelência e que daqui parabenizo.
 

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publicado por blogmontelongo às 18:00
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