BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
10
Fev 18

Grafiti baleia fafe

 



publicado por blogmontelongo às 18:00
31
Mai 17

Opinião de Elsa Lima, directora do jornal Notícias de Fafe:

 

     A festa está bonita, por estas bandas. E não me refiro só às Feiras Francas.

     Mas começando por aqui, é evidente que foi um sucesso a edição desta ano em que o Município voltou a apostar, e a meu ver bem, no Parque da Cidade, como recinto para receber o evento. Embora o tempo não tenha ajudado nos primeiros dias,a adesão foi em massa e o programa, simples, na génese, e de encontro à tradição, revela-se uma boa aposta, sem grande necessidade de alterações ou novidades.

     Num recinto agradável ao ar livre, é feliz a ideia da praça dos petiscos, proporcionando um ponto de convívio entre amigos e familiares, que saem de casa para desfrutar das festas da terra, próximo dos divertimentos para as crianças e da animação musical, no essencial popular e animada, como pedem este tipo de eventos. Foi também evidente, este ano, uma maior adesão da juventude, o que é de saudar, também, despertando um bairrismo saudável, em redor das festas da terra, que se vão assim adaptando aos novos tempos, mantendo a vitalidade.

     Repetiram-se os números obrigatórios, que arrastaram à cidade milhares de pessoas, e a Feira Rural, embora mais pobre, e longe ainda da vitalidade que teve no início, foi também um ponto de interesse, e de visita. Penso que no essencial, o Município esteve à altura da organização do evento, a exemplos de outros que tem vindo a realizar, destacando-se na capacidade demonstrada para as festas, uma marca deste mandato. E neste campo os fafenses não se podem queixar. Sem deixar cair a bola no chão, fecham as Feiras Francas e os holofotes viram-se para as serras de Fafe que serão palco do WRC Vodafone Rally de Portugal. Não tarda nada, chegarão também as Festas da Nossa Senhora de Antime e depois o Festival da Vitela para animar a malta porque de tristezas está o mundo cheio. Raul Cunha gasta assim os últimos cartuchos no último ano de mandato com muitas obras anunciadas, cujo arranque aprece estar a ser guardado também para os meses finais, num convite à continuidade. Por outro lado, Antero Barbosa já avançou para o terreno com a sua candidatura independente, no propósito de não facilitar a vida ao candidato que foi escolhido pela direção do partido que não rejeita, ma que tem agora de afrontar. Assim, andou também pela festa, ao lado de José Ribeiro, que é ainda o líder do PS local, e se recusa a deixar o cargo, de Vitor Moreira e Helena Lemos que são ainda vereadores do PS no executivo liderado por Raul Cunha, mas 'pedem votos' para Antero, e de autarcas locais em exercício, eleitos com o apoio do PS, mas que estão em campanha por Antero. Assim, vai reinando a confusão entre festas e foguetes, permanecendo a dúvida sobre que vai lançar as girandolas finais, a 1 de Outubro.

     Bom...mas para já o que interessa é ver passar o rali, e que Fafe fique bem nas fotografias e na TV, com a casa, aparentemente arrumada, e depois, o mais certo, é que os tempos sejam de limpeza e de esclarecimento.

 

Foto: Município de Fafe



publicado por blogmontelongo às 18:00
16
Nov 16

Opinião de Alexandre Leite, eleito da CDU na Assembleia Municipal, no jornal Notícias de Fafe:

 

Na semana passada, aluiu no Parque da Cidade um dos lagos artificiais lá construído há poucos meses. Aquele local é percorrido por linhas de água subterrâneas que, provavelmente, foram socavando o terreno por baixo do lago. Por muito bonito que estivesse, e por muito estável que aparentasse estar, não teve como resistir a uma corrente subterrânea que diariamente lhe ia retirando suporte.

 

A situação é semelhante à vivida pelo nosso país. Há várias linhas de água subterrâneas que nos vão escavando os alicerces e que, se não desviarmos o seu curso, se não nos prevenirmos, ou se optarmos por nos instalar mesmo em cima dos problemas, acabarão por fazer cair a estrutura do país. Já tivemos até um primeiro-ministro, Guterres, que se demitiu do cargo fazendo referência ao pântano em que nos encontrávamos. As coisas não melhoraram entretanto.

aluimento lago fafe

A crescente dívida pública e os consequentes juros, que já ascendem a 8 mil milhões de euros anualmente, são um rombo na capacidade de investimento público e limitam a recuperação dos serviços públicos e o desenvolvimento do país.

 

A nível europeu, o Tratado de Estabilidade Orçamental que obriga os países a determinadas práticas orçamentais empurra Portugal para o empobrecimento. A política europeia já conseguiu fazer aluir a nossa agricultura. As políticas económicas europeias vão aluindo vários sectores da nossa economia.

Esteve bem o PCP antes, durante e depois das eleições de 2015, ao desenvolver esforços para que fosse interrompida a governação do PSD e CDS e ajudar a construir uma nova solução política que permitiu a formação de um governo do PS, abrindo caminho para a reconquista de alguns dos direitos e dos rendimentos perdidos no governo de Passos Coelho. Não foi ainda desviado suficientemente o curso desse rio subterrâneo, mas instalou-se uma pequena barragem, um dique, que permitiu o aumento do salário mínimo nacional e que irá permitir o alargamento da oferta de manuais escolares aos primeiros 4 anos do ensino básico, por exemplo.

Mas é preciso também reforçar os alicerces e a estrutura do país. É urgente renegociar os montantes da dívida pública, rejeitando a dívida que for ilegítima, e rever os prazos de pagamento e juros. Esta é uma das principais linhas de água que escavam a estrutura do nosso país.

O controlo público da banca e de outros sectores estratégicos da nossa economia, verdadeiros alicerces, permitiria desenvolver uma política soberana, colocando o interesse nacional acima das chantagens desta União Europeia e direccionar os recursos para o desenvolvimento e redistribuição da riqueza produzida.

A privatização de vários sectores da saúde, saciando os apetites dos grandes grupos económicos, que vêem uma mina no negócio da saúde, escava realmente a sustentabilidade e a universalidade do Serviço Nacional de Saúde. O que para uns é uma mina, para outros pode bem vir a ser um aluimento. Veja-se o caso dos CTT que davam lucro ao Estado e que agora privatizados pioraram o serviço e que, nomeadamente cá em Fafe, há bastantes queixas, nalguns casos, de semanas de atraso na correspondência.

A natureza desta europa capitalista não se consegue mudar, tal como a natureza não consegue fazer com que a água suba os montes em vez de os descer. Está nas mãos dos povos criar barragens à sua passagem, romper com este sistema, erguer estruturas fora dele.

 



publicado por blogmontelongo às 18:00
15
Jun 16

Opinião de Jesus Martinho publicada no Facebook:

 

Canteiro, diz o Dicionário Online de Português: "Porção de terra, ordinariamente rectangular, para flores ou hortaliças, ou para viveiro de plantas..."

Integrado no Parque da Cidade, alvo de requalificação, o Pavilhão Multiusos é uma importante infraestrutura para a cidade.
Por ali passam muitos fafenses e inúmeros forasteiros.

O Multiusos é um cartão de visita que merecia ter o seu canteiro.
Não com hortaliças e até sem flores... Uma relva bastava!

Assim, como diz o dicionário, é "uma porção de terra, ordinariamente rectangular", que não fica bem...

Foto: Junho 2016

multiusos fafe mobilidade



publicado por blogmontelongo às 18:00
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