BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
13
Set 17

juventudes partidárias Fafe

 



publicado por blogmontelongo às 18:00
15
Fev 17

Opinião de Joana Peixoto, Presidente da Comissão Política Concelhia da Juventude Popular, publicada no jornal Povo de Fafe:

 

     Os tempos de vivemos são de agitação autárquica. Com as eleições a bater à porta, os dirigentes políticos locais parecem apenas preocuparem-se com que ocupará a linha da frente da corrida ao executivo municipal. Hoje, proponho uma análise diferente. Não falemos de caras políticas, mas falemos de feitos políticos: O que foi Fafe, o que é Fafe e o que pretendemos que seja.

     Por muito que nos custe admitir, Fafe tem vindo a perder a sua identidade ao longo dos tempos, limitando-se a erguer-se em alguns eventos sazonais que aumentam a agitação e dão vida ao concelho. Se retirarmos estes eventos, e falo do ciclismo, do rally, do festival da vitela e da romaria do 16 de Maio, qual a identidade da cidade? O que faz com que as pessoas queiram morar em Fafe e queiram cá construir a sua casa e criar as suas famílias? Infelizmente, neste momento, não consigo responder e talvez esse seja o principal motivo que leva os nossos jovens, como eu, a rumar a outras cidades e a fixarem-se noutros locais.

     Apesar de parecer dois conceitos que nada se relacionam, é a identidade de uma cidade que atrai os jovens e sem a existência de jovens a quererem permanecer numa cidade, ela acaba, simplesmente, por deixar de existir. Afinal, o que tem Fafe a oferecer? Vamos recorrer a exemplos de cidades que são procuradas por jovens e que, por isso, têm visto a sua economia a crescer e, por consequência, a própria qualidade de vida no município. Famalicão é uma cidade que tem vindo a cerscer a olhos vistos, pois encontrou a sua identidade na indústria e criou as condições necessárias para a fixação de novas empresas industriais, apoiando novos projectos e chamando a si jovens empresários. O Porto e Lisboa são cidades que, além do turismo, são sede de grandes empresas do setor terciário, falamos, portanto, dos serviços, pelo que qualquer jovem advogado, gestor ou engenheiro procura preferencialmente estas cidades para encontrar emprego e, por conseguinte, criar um lar. Braga é a cidade mais jovem do país e usa desta identidade para crescer, através de projetos que apoiam verdadeiramente os jovens empreeendedores e através de uma economia competitiva que baix os preços dos serviços praticados no cencelho. E Fafe? Fafe parece perder-se numa tentativa frustrada de ser tudo quando, no final, não tem vindo a ser nada. A culpa? De todos os executivos que pela câmara passaram e que se encontram mais preocupados em criar estruturas, renovar estradas ou reabilitar espaços públicos, o que tem o seu valor e não deixa de ser importante para a saúde de uma cidade, mas que faz esquecerem-se do primordial, que é definir a identidade da própria cidade e, por conseguinte, criar verdadeiras políticas que fixem determinado grupo de jovens que permitam, assim, o crescimento.

     A identidade que daria a Fafe pode não ser a mais poética, mas seria aquela que faria a nossa cidade crescer. Fafe não é uma cidade turística, apesar do esforço do presente executivo para tentar que o seja. Fafe também não é uma cidade de serviços. Fafe é uma cidade cuja maioria do espaço físico é coberto por terra e árvores. A resposta é simples: Fafe tem de apostar no setor primário e secundário! Fafe tem de criar condições para que os pequenos agricultores se tornem grandes fornecedores e para que as pequenas indústrias se tornem ainda maiores. Têm de existir políticas municipais voltadas para a agricultura e para a indústria, medidas essas que incentivem ao investimento e à criação de novas oportunidades. A indústria, principalmente a indústria têxtil, já foi em tempos bastante competitiva no nosso concelho e, infelizmente, com a economia instável têm vindo a ser encerradas confeções por toda a cidade. A agricultura e a pecuária, por outro lado, sempre foram desvalorizadas na discussão política local. Nós temos os espaços e os recursos, falta-nos os incentivos. Hoje, cada vez mais jovens procuram uma alterantiva ao setor terciário, uma vez que o mercado está saturado nesta áreas. Sejamos essa alternativa e façamos de Fafe essa alternativa!

Fafe agricultura pecuária

     Ao pé da minha casa, um casal jovem comprou um campo para plantar amoras, usando dinheiro de um programa europeu para o fazer. Não foi só um campo que compraram, mas um campo e uma casa para morarem e construir família. Que criemos os nossos próprios programas e que deixemos que mais casais jovens plantem amoras nos nossos campos.

 



publicado por blogmontelongo às 18:00
02
Jul 16

Opinião de Vitor Alves, tesoureiro da Comissão Política, PSD Fafe, publicada no jornal Notícias de Fafe:

 

     As freguesias periféricas devem ter um tratamento especial por parte dos Municíios a que pertencem, pois são a porta de entrada, mas também de saída do concelho.

     Nestas freguesias, a mobilidade geográfica interconcelhia é muito elevada pois fazem fronteira com outros concelhos que pode ser mais atrativos para habitarem.

     Falando em particular da minha freguesia, Freguesia de Agrela e Serafão, que se situa no noroeste do concelho de Fafe, fazendo fronteira com o Concelho de Guimarães e com o Concelho da Póvoa de Lanhoso, é com alguma tristeza que vejo a fuga constante da juventude desta freguesia. Esta fuga não é feita apenas para o estrangeiro como apregoa quem nada pretende fazer para resolver o problema.

     Muitos desses jovens fixam-se nos concelhos vizinhos onde existem empregos e mais incentivos à fixação de pessoas.

     Grande parte da juventude identifica-se mais com a Póvoa de Lanhoso do que com Fafe. Fazem compras, divertem-se e trabalham no Concelho da Póvoa de Lanhoso, sendo o risco de se mudarem para o concelho vizinho muito elevado.

     Desta forma, é imperioso que o município de Fafe tenha mais atenção a esta freguesia, nomeadamente no que concerne à fixação e à atração de população jovem para Agrela e Serafão e, consequentemente, para o concelho de Fafe.

     Criar incentivos à construção de habitação própria, por exemplo, compra de terrenos para construção e posterior venda a preços reduzidos aos jovens que queiram morar na freguesia, criação de infraestruturas desportivas, culturais e recreativas, seriam boas medidas. Outras seriam a criação de incentivos à criação de postos de trabalho nesta mesma freguesia.

     A derrama é um imposto controlado pelo município que pode ser usado como política fiscal para a atração e fixação de empresas no concelho. O concelho vizinho (Póvoa de Lanhoso) não cobra derrama, por isso, é compreensível que quando uma empresa se pretende fixar nesta zona opte pela freguesia em que pague menos impostos.

     A criação de um parque industrial, em Agrela e Serafão, seria outra forma de incentivar a fixação de empresas nessa freguesia.

     Claro que ter gente no executivo, com capacidade de influenciar as decisões dos empresários para a fixação das suas unidades produtivas, ajuda muito. Infelizmente, não vislumbro na cúpula do executivo camarário de Fafe ninguém com essa capacidade.

     É muito importante termos políticas para a proteção das pessoas mais idosas, pois a população de Fafe, em geral, e de Ardegão e Serafão, em particular, está a ficar cada vez mais envelhecida, mas mais importante que isso é criar políticas para a população mais jovem, pois se fixarmos os jovens poderemos travar esse envelhecimento e aumentarmos a nossa população ativa.



publicado por blogmontelongo às 18:00
25
Mar 15

Opinião de Gil Soares publicada no blog FafeDesportivo:

 

Este último fim-de-semana desportivo em Fafe foi um misto de orgulho com desilusão.
Se por um lado a Final 8 da Taça de Portugal em Basquetebol colocou Fafe num meio de divulgação nacional, por outro a situação de um clube de Fafe, nomeadamente o Silvares, deixou-me triste. Apesar de não ser o clube do meu coração vem ao encontro do que tenho dito já há algum tempo: -os clubes estão a viver um silencioso desespero. O Município de Fafe tem de chamar de uma vez por todas os clubes para fazer um ponto de situação, coisa que acho que nunca aconteceu neste últimos 25 anos! Os subsídios aos clubes são escassos para quem tem dezenas de jovens ao seu encalço! Acham que uns míseros 5000 euros, que quase nem para as inscrições chegam, são suficientes?

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Fafe é uma cidade do Desporto! Sei que os eventos de cariz nacional são importantes, mas não podemos gastar em eventos que consomem muito dinheiro ao erário público, só por que dá para aparecer na televisão, e os clubes de Fafe “a morrer à fome”!
Deixo estas questões: - Se para o ano, ou nos próximos anos, desaparecerem do panorama desportivo vários clubes em Fafe ou vários escalões de formação dos clubes? Isso não é importante? Já vários clubes acabaram com a formação por ser dispendiosa e não haver meios de subsistência, porque os clubes de futebol distrital são vistos como uma qualquer coisa gerida por uns senhores que não são “doutores”!
(Esta opinião estendo até outros clubes com outras modalidades)

Depois há a questão dos transportes que são deficitários. Há clubes sem condições para o transporte de crianças e jovens! E quando houver um acidente, já se vão preocupar?
Que os responsáveis políticos não se esqueçam que o desporto movimenta milhares de jovens no nosso concelho! É tempo de reunir e sentir as necessidades dos clubes e apoiar a criação de novas modalidades!
Não se esqueçam que é esta gente que vota em Fafe e não os organismos e clubes de fora!
Há que pensar que uma AD Fafe numa Liga de Honra era uma mais-valia para a cidade em termos de visibilidade e economia! Há que pensar que os clubes da regional podem aceder a patamares importantes e quem ganha com isso é a juventude em FAFE! Há que não deixar morrer um aspeto social muito importante!



publicado por blogmontelongo às 18:00
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