BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
06
Jan 18

Opinião de Manuel Barros publicada no jornal Povo de Fafe:

 

     A nossa cidade mantém algum brio na zona central onde estão concentrados os olhares mais atentos talvez com intuitos de chamar a atenção para o turismo de massas que, infelizmente, se mantém de costas voltadas para os nossos encantos... Mas, Fafe não é só meia dúzia de ruas e ruelas, aquelas que têm gozado de primazias e atenções. A cidade periférica também tem a sua história, as suas seduções e presunções que fazem parte de um todo na cumplicidade com a sua toponímia e por isso a exigir ser tratada com os mesmos desvelos e as mesmas considerações.

    Mas o que se vê? A iluminação pública, sujeita eternamente ao abrigo do programa de poupança energética, é demasiado deficiente, a lembrar tempos velhinhos de outrora, sobretudo na época escura de inverno e mais deficiente fica quando fundem lâmpadas e estão eternamente à espera de serem substituídas por negligência e demasiada burocracia da EDP. Mas todas a gente sabe que uma poupança energética não se faz em retirar qualidade de vida às pessoas mas, com outro tipo de equipamento, que, esse sim, compensa em qualidade e é muitíssimo mais económico...

     Por outro lado, há zonas, dentro da mesma periferia da cidade, onde os locais de ajardinamento, em lugar de relva e flores, estão infestados de ervas daninhas, que de longe-a-longe e talvez por vergonhas, são roçadas pelos serviços de jardinagem, para evitar o crescimento selvático daquelas herbáceas.

     Há passeios escaqueirados ou apodrecidos pelo tempo e uso e assim permanecem a testemunhar quedas de alguns peões mais imprevidentes que tropeçamnas irregularidades do piso. Em certos locais desses passeios estão instalados postes de iluminação a contribuir para dificultar o trânsito das pessoas sobretudo daquelas com limitações de locomoção.

passeio Fafe

      Temos ainda algumas casas velhas, sem portas, sem telhados ou sem vidros, a desfeitar toda a estrutura paisagística da nossa cidade... O "histórico" edifício do Royal Center continua quedo e mal cheiroso a criar e engordar ratos e ratazanas...

     A nossa terra é linda e já foi apelidada, com muita honra para todos nós, de sala de visitas do Minho! É certo que, na vertente social, tem havido muitas, mas muitas manifestações atrativas, culturais, desportivas ou mesmo de entretenimento, cuja propalação se tem quedado pela pouca ou nenhuma publicidade. Tantas vezes, somos surpreendidos por coias engraçadas, interessantes, a suscitar aplausos mas, por escassa divulgação, passa-nos ao lado e é pena que assim aconteça. Os próprios jornais da terra são parcos a anunciar os eventos, mas expansivos nos relatos dos mesmos!... É pena que assim aconteça, pois é de crer que tais manifestações teriam outra visibilidade bastante mais atraente...

     Rejeitamos, por bairrismo, que nos digam que Fafe é um buraco, criado pela autoestrada no desvio dos olhares para outras terras e outros feitiços. Temos uma cidade com muitas histórias para contar e gente risonha e acolhedora, temos gastronomia de primeira qualidade, temos excelência... Pena é que as atenções não se voltem mais para explorar todas essas potencialidades com o interesse devido e encaminhadas para fazer desta terraum oásis dinâmico, de encantos e prosperidades.

 



publicado por blogmontelongo às 18:00
14
Mai 16

Opinião de Armindo Mendes no editorial do jornal Expresso de Fafe:

 

Ouvem-se por aí sussurros, em sentido crítico, mais ou menos bem-intencionados, sobre a estratégia que o Município de Fafe tem perfilhado neste mandato na promoção de eventos. Pouco habituados à notoriedade dos holofotes, uns tantos mostram-se surpreendidos, incomodados até, não se sabe se pelo sucesso alcançado, se por intuírem o quão corresponsáveis foram por anos em que um concelho com tantos atributos se escondeu entre os seus muros, enquanto outros se iam evidenciando no país das notícias. Não obstante, questiona-se os custos que implicam tal aposta, traduzida numa presença frequente nos mais importantes meios de comunicação social, por boas razões, e não pelas tragédias que enchem as páginas de alguns periódicos reféns das audiências!

Numa sociedade que se deseja transparente, os cidadãos têm direito de saber como e em que circunstâncias os decisores públicos estão a aplicar os impostos cobrados. O investimento realizado deve ser explicado e quantificado. Feito isso, impõe-se uma avaliação da aposta no plano qualitativo, para aferir o retorno efetivo e se justifica manter ou ajustar a estratégia.

Não acontece só em Fafe, mas é comum nos concelhos de pequena ou média dimensão, muitos dos seus habitantes, de hábitos conservadores, perderem tempo a olhar para o seu "quintal", com uma apreciação distorcida pelo desconhecimento do que se passa extramuros e da matéria de facto.

Do alto da Arcada, permitam-me a expressão, digere-se e comenta-se, obedecendo ao senso comum ou à simpatia partidária. Às tantas, por isso, as conclusões nem sempre são de boa-fé, antes porém, com o interesse que se quer alcançar, seja de índole pessoal, político ou profissional. A experiência pessoal e profissional permite-me concluir que a aposta atual de Fafe faz todo o sentido, no contexto atual em que a notoriedade de cada território é fundamental para alicerçar e consolidar uma imagem que se deseja de sucesso. Ao vincar, pelos canais mediáticos, a aposta em alguns dos seus recursos endógenos, sejam materiais ou imateriais, o concelho procura alcançar um lugar ao sol, com vários objetivos, desde logo a notoriedade, mas também a promoção e divulgação dos seus usos e costumes vertidos numa cultura tão plural e ancestral, que deve orgulhar os fafenses.

Se há arte e engenho de saber granjear a atenção dos OCS para eventos de vária ordem, sejam desportivos, culturais, sociais ou gastronómicos, apesar de acontecerem num concelho do interior, porque não, em última instância, dar o benefício da dúvida, na constatação de que os resultados estão a aparecer e outros hão de surgir com a continuidade de uma estratégia coerente.

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Os mentores e protagonistas da estratégia não "descobriram a pólvora", mas têm o mérito, conscientes do quão importante é comunicar no tempo certo e na medida certa, de promoverem em Fafe um receituário testado com êxito noutras paragens, mas ajustado à idiossincrasia local. Ao fazê-lo, ajudam a conferir a Fafe uma notoriedade apreciada noutras paragens, como felizmente já se observa, e avaliando o valor económico implícito a tantos minutos nos écrans televisivos, na telefonia ou nos jornais. É um convite persuasivo ao país e ao mundo para nos conhecerem melhor. E esse é o mais palpável dos resultados que se pretende alcançar, que se junta a outro, tão nosso, tão legítimo, que se chama autoestima. A autoestima dos fafenses que, bairrismos bacocos à parte, se orgulham na sua forma de ser, de estar e de falar. Por isso, creio sinceramente, vale a pena trilhar este caminho!



publicado por blogmontelongo às 18:00
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