BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
25
Fev 17

Opinião de João Pedro Marques e Castro publicada no jornal Povo de Fafe:

 

Um novo ano é sempre um ano novo! Felizmente, a mente limpa memórias menos boas, fortalece as positivas e injeta de esperança as que estão para vir. Todos os dias deveriam ser ano novo. Lá está, um renovado acreditar, coberto com o sabor das doze passas, ou pelo espumante a transbordar o copo e a robustecer o espírito. Fevereiro é também mês de esperança, de crença num tempo melhor. Sabe tão bem, dizer e ouvir votos de um bom ano. Como se tudo parasse e agora o calendário indicasse que é altura de almejar a tudo. Porque devemos ter grandes sonhos, tão grandes que quase os percamos de vista!

E Fafe, também se transforma porque melhora constantemente. As notícias que servem de título a este jornal são marcas que indicam a direção de acontecimento das coisas, mas é a vontade, que molda a forma como tudo acaba por decorrer. Já dizia Einstein, “…existe uma força motriz mais poderosa que o vapor, a eletricidade e a energia atómica: a vontade.”

E é essa a direção. Muitas vezes coloca-se em causa ou põe-se quase como se fosse uma espécie de curandice e diz-se que não é nada científica e por isso muito pouco fiável, mas esse parece-me, com o passar dos anos, um pensamento cada vez mais errado. Falo da Intuição. Essa Deusa da sabedoria. Se nos diz algo, se a seguimos, quer dizer que temos a nossa emotividade e a nossa racionalidade a trabalhar em conjunto e em perfeita harmonia. Inconscientemente, todo o nosso comportamento é direcionado para almejar um objetivo que pretendemos. Para além disto a experiência que adquirimos ao longo da vida é também uma base de dados completa que nos auxilia na decisão a tomar. Podemos não a ter muito presente, não a ter perfeitamente focalizada, mas se nos diz que o caminho é por ali, vem mostrar que todo o nosso foco está virado para uma meta específica.

É essa intuição que me diz que grosso modo, 2017 será um ano de sucesso para nós, Fafenses. Toda a sociedade tem um tempo, um construir de algo de uma forma que garanta substrato e continuidade, alicerçada em valores, em correção e ganhos, e os agentes sociais no nosso concelho deverão ser personificadores de exemplos e adaptar o seu modos operandi, às reais necessidades da altura. O garante da educação, da tolerância, do civismo, da afetividade baseada no respeito e cooperação têm de estar sempre em presença. É imprescindível que todos tomemos consciência das realidades e assumamos a nossa participação no desenho e construção do futuro da nossa casa, da nossa comunidade, da nossa terra! O respeito pela liberdade impõe-se e o culto da democracia é sempre imprescindível!

publicado por blogmontelongo às 18:00
08
Fev 17

Opinião de Alexandre Leite publicada no jornal Povo de Fafe:

 

Estes últimos meses têm sido animados pela vida interna do PS em Fafe. Tal como nas novelas, temos os bons e os maus, as traições e as reconciliações, os namoros, os noivados, os segredos, as conspirações, as cambalhotas. Mas quem está de fora não pode interferir. Deve apenas aguardar as cenas dos próximos capítulos e ir observando a “democracia interna” desse partido. Mas podemos sempre assinalar a falta de discussão de ideias, projectos, intenções, a ausência de debate sobre uma visão para o nosso concelho. Passadas que estão quatro décadas desde as primeiras eleições democráticas nas autarquias locais, este cenário não é muito abonatório.

 

Rompendo com cerca de 50 anos de ditadura fascista, a revolução de 1974 permitiu, entre outras conquistas, eleições locais democráticas. Desde essa altura, as assembleias e juntas de freguesia, as assembleias e câmaras municipais têm sido palco de debates, participações, intervenções, resoluções que permitiram uma grande proximidade entre os cidadãos e os centros de decisão. A democracia é muito mais do que apenas votar de 4 em 4 anos ou do que discutir o cabeça de lista. Ela acontece também, e talvez até com mais importância, nessa participação, na compreensão e resolução dos problemas das populações locais. É necessário remendar a obra do antigo ministro Miguel Relvas, que conseguiu extinguir quase 1200 freguesias no nosso país.Talvez não seja tão fácil como parece… É que mais democracia incomoda sempre quem pretende praticar políticas contrárias aos interesses populares. Os sucessivos governos praticantes de políticas de direita apoiados por PS, PSD e CDS têm vindo a reduzir a autonomia e o financiamento das autarquias, esvaziando o seu poder. O que era preciso era fomentar a participação dos cidadãos e fortalecer a democracia dos órgãos autárquicos, a sua autonomia e o seu financiamento. Novelas políticas também não trazem mais pessoas para a democracia.

 

publicado por blogmontelongo às 18:00
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