BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
06
Dez 17

Opinião de Ribeiro Cardoso, diretor do jornal Povo de Fafe:

 

     O actual cenário político em Fafe está a merecer uma análise objectiva e isenta de paixões ou colagens, até porque para unir o que conta é o interesse do partido em questão. E esta crise política bem patente e elucidativa com as últimas eleições autárquicas veio, quiçá, enfraquecer para os próximos tempos uma força política de antigas maiorias absolutas, o Partido Socialista, que nunca mais as alcançou e, nomeadamente, pela divisão interna entre camaradas da mesma Família, em que o poder é, por vezes, uma obsessão incontrolável.

     Só que agora já há dois candidatos à liderança do PS em Fafe, Daniel Bastos e Salgado Santos, e ambos pregam a união e a solidariedade entre todos os socialistas, o que só lhes fica bem. Mas o mais difícil é transpor para a realidade política essas louváveis intenções que, em meu entender, não passam disso mesmo e da expressão fidedigna de princípios e valores em que os dois acreditam sem vacilações.

     Todavia, na Conferência de Imprensa do candidato Salgado Santos, resultou pelas suas palavras, que em Fafe "só há um PS e não o de Fafe e o de Lisboa", ficando-se a saber que o Conselho de Jurisdição do Partido Socialista vai apreciar juridicamente se os filiados no PS que integraram o Movimento "Fafe Sempre" ou a Secção de Fafe do Partido vão ou não ser expulsos, por terem concorrido na últimas Autárquicas numa Lista contra o PS. Não sei qual virá a ser o veredicto final, mas se a expulsão se consumar então cao o "Carmo e a Trindade" e a ruptura será praticamente definitiva. E se isso acontecer, provavelmente ainda se adensa mais o espírito de Oposição à Câmara do PS, liderada por Raul Cunha, que, em breve, já irá ter o primeiro teste, a aprovação ou não do Orçamento para 2018.

     Seja como for, o ideal seria que o PS voltasse às suas origens de convivência fraterna e solidária entre todos os militantes, senão cairá sobre o partido uma nuvem negra que jamais se apagará da sua memória.

     É certo que a procissão ainda vai no adro, mas se os socialistas derem as mãos comungando nos mesmos sentimentos de fidelidade ao Partido e à sua História estou certo que regressará a paz, a concórdia e a conciliação, com respeito mútuo e tolerância democrática.

     Para bem do PS, do Município e dos Fafenses em geral.



publicado por blogmontelongo às 18:00
04
Nov 17

Opinião de Miguel Summavielle pubicada no seu Faceboook:

 

Agora que já passou o período eleitoral, naturalmente mais sensível, gostava de trazer à atenção de quem vai tendo a paciência de me ler, este texto. É extenso, mas tenham, por favor, alguma paciência.
Tudo começa no direito de resposta que o Dr. José Ribeiro fez publicar, a 18 de Agosto de 2017, no jornal Notícias de Fafe, em que, utilizando um suposto incómodo, resultante de um texto do Prof. Alberto Alves, aproveitou para tentar reescrever a história.
As consciências pesadas têm, por vezes, este efeito.
Mas, vamos aos factos:


1. O apoio do secretariado distrital de Braga
O meu pai, Parcídio Summavielle, desfiliou-se do Partido Socialista em 1995, na sequência de um conturbado processo eleitoral para a distrital de Braga do PS.
Para quem não sabe, ou não se lembra, na secção de Braga, à revelia dos órgãos distritais responsáveis pela votação, houve um desdobramento das mesas de voto, tendo resultado numa “chapelada”, em que votaram quase o dobro dos militantes com direito efetivo a voto!
Nestas eleições para a distrital, que tiveram lugar em 1994, foram opositores o Eng. Joaquim Barreto e o Dr. Laurentino Dias, tendo a vitória “sorrido” ao segundo.
O meu pai, presidente da comissão política distrital em funções, tendo tomado conhecimento da situação, recusou-se a compactuar com ela, denunciando-a aos responsáveis nacionais do partido, nomeadamente ao seu Presidente, o Dr. Almeida Santos.
Ora, para seu espanto, os órgãos nacionais do partido ignoraram esta situação, tendo, inclusivamente, o Dr. Almeida Santos se deslocado a Braga para empossar o Dr. Laurentino Dias.
Assim, e na sequência de tudo isto, o meu pai “bateu com a porta”.
Tudo o anteriormente referido pode ser confirmado, quer pelas inúmeras notícias dos jornais da época, quer pela consulta do processo judicial que esta “chapelada” originou, processo esse em que o autor era o Eng. Joaquim Barreto e uma das testemunhas arroladas o Dr. José Ribeiro.
Assim, quando o processo autárquico de 1997 foi tratado, o presidente do secretariado político distrital era o Dr. Laurentino Dias, opositor político do meu pai, algo que até os mais distraídos saberão.
Assim, a afirmação «… aqueles estiveram dentro do PS enquanto tiveram o apoio da direção distrital de Braga do PS…» é falsa.

 

2. O acordo de Guterres com o meu pai
O Secretário-geral do PS, na fase que antecedeu o processo eleitoral de 1997, era o Eng. António Guterres.Apesar do meu pai ter pertencido ao “grupo do sótão” com Eng. António Guterres, a verdade é que, à data, as relações entre ambos eram muito tensas, para não dizer inexistentes.
Como alguns se lembrarão, o Eng. António Guterres assume a liderança do PS em 1992, afastando o Dr. Jorge Sampaio, num processo que muitos classificaram como “facada nas costas”.
A partir desse congresso, as relações foram-se degradando, tendo o meu pai sido, em inúmeras situações, a voz da oposição à liderança do Eng. Guterres. Essa condição foi pública e largamente noticiada e ajuda a explicar a posição assumida relativamente ao resultado das eleições de 94 (para a distrital de Braga).
Por isso, dizer que «… a direção nacional, na altura de Guterres, acordou com a Federação de Braga e, digo eu, com Summavielle…», poderá ser verdade para a Federação de Braga, mas é mentira no que ao meu pai diz respeito.

PS Fafe

3. Como se definiu o candidato
Só com muita desfaçatez alguém se permite afirmar que a decisão, sobre quem seria o candidato do PS às autárquicas de 1997, foi tomada com base numa sondagem.
A decisão sobre quem seria o candidato do PS às autárquicas de 1997 foi tomada em 1994, se não antes.
A “passagem de testemunho” para o Dr. José Ribeiro foi preparada com muita antecedência, havendo um acordo sobre a forma como a lista seria constituída.
Mas o Dr. José Ribeiro, líder da concelhia, viu uma oportunidade e aproveitou-a.
Legitimamente, percebendo que não teria oposição no PS (nem concelhia, nem distrital, nem, muito menos, nacional), decidiu romper o acordo e seguir o seu caminho, fazendo a lista com os elementos que queria (ou podia).
Preparou todo o processo com a maior habilidade política, dando o golpe final numa tristemente famosa convenção autárquica onde anunciou, perante militantes estupefactos, que o meu pai seria candidato pelo PSD. Assim começou o seu caminho…
Nunca houve dúvidas sobre quem seria o candidato do PS em 1997. Estava decidido que seria o Dr. José Ribeiro desde 1994!
Assim, dizer que seria «… uma sondagem em Maio que definiria o candidato…» é falso!

 

4. O assalto ao PS
Como o Dr. José Ribeiro escreve no seu “direito de resposta”, cerca de 200 militantes demitiram-se, nessa altura, do PS. Mas a demissão aconteceu antes das eleições, e não depois. Os candidatos pelo Partido Política XXI, que eram militantes do PS, efetivamente, desfiliaram-se do partido, antes de concorrerem contra ele. Nenhum aceitaria ser candidato contra o seu próprio partido, mantendo-se como militante.
Se houvesse alguma intenção de “assaltar o PS”, certamente ter-se-iam mantido como militantes. Ou foi essa a estratégia que seguiram agora os que se candidatam pelo Movimento “Fafe Sempre” e que são militantes do PS?!!!

 

5. Os Presidentes Summavielle
Para que fique claro, Presidentes da Câmara Municipal de Fafe com o nome Summavielle, houve 2. O meu pai e o meu bisavô.
Por isso, quando o Dr. José Ribeiro escreve «…depois do seu pai e avô terem sido Presidentes.» está, mais uma vez, a mentir, ainda que, desta vez, imagino que não o tenho feito de forma deliberada.
Esclarecidas que estão as mentiras, passemos às opiniões que expressa no dito texto:

 

6. Único objetivo era e é o poder
Que maior prova de desinteresse pelo poder poderia ter dado o meu irmão, do que aceitar ser o segundo candidato de uma lista liderada pelo seu adversário das últimas eleições?

 

7. Compromisso com o PSD
Compromisso com o PSD fez o Sr. Dr. José Ribeiro, que gizou e assinou o acordo que levou o PSD ao executivo nos últimos 3,5 anos e o colocou na Presidência da Assembleia Municipal.

 

8. Coerência, ou falta dela
Diga lá o Sr. Dr. José Ribeiro em que circunstância viu o meu irmão mudar de discurso, independentemente da força política pela qual se candidatava. Será que o facto de o Sr. Dr. José Ribeiro ser candidato por um movimento independente lhe retira coerência nos seus ideais? Deixou de ser socialista? Não me parece.
Incoerência é ter apoiado o homem que tanto o desiludiu há 4 anos.
Incoerência é, sendo militante socialista, concorrer contra o seu próprio partido. Mas isso, já aquele que foi o Presidente da Assembleia Municipal de todos os seus mandatos, escolhido por si, Dr. Laurentino Dias, lhe disse…



publicado por blogmontelongo às 18:00
25
Out 17

Opinião de Elsa Lima, directora do jornal Notícias de Fafe:

 

     Desta vez não haverá 'geringonça' em Fafe.

     O PS vai governar em minoria na Câmara de Fafe, falhadas que estarão alegadas tentativas de entendimento com a Coligação Unidos a Fafe e com o Movimento Fafe Sempre, para garantir a 'estabilidade' da governação da autarquia.

     Desta vez, ao contrário do cenário de há quatro anos, a oposição não se revelou disponível para ouvir propostas no executivo para a atribuição de pelouros a tempo inteiro, negociar competências ou a participação na elaboração do orçamento do município.

     Ora, uma postura que leva Raul Cunha a ter de assumir uma gestão do município, em minoria, através de 'acordos pontuais' com os vereadores. Uma nova forma de governação em Fafe que suscita dúvidas e interrogações. Não será a primeira Câmara a fazê-lo. Há muita curiosidade em ver como corre a té que ponto os eleitos estão dispostos a governar de forma construtiva, com os interesses de Fafe em primeiro lugar.

     Raul Cunha que passou a campanha a apelar à maioria não conseguiu uma resposta à altura do eleitorado e prepara-se para 'navegar à vista', sabendo de antemão que o navio poderá encalhar aqui e ali, necessitando de ser criativo a de tirar partido do seu reconhecido poder de negociação e de gerar consensos com a oposição, que promete estar mais activa do que nunca.

     Não há dúvida que se estreia um novo ciclo político em Fafe, depois de longos anos de esmagadoras maiorias socialistas, e dos últimos quatro em coligação com o PSD.

     Desta vez, Eugénio Marinho diz não estar disponível para dar a mão a Raul Cunha. E não parece disposto a permitir, que qualquer outro, dos seus, esteja. É evidente que não foi por acaso a mudança de postura de Eugénio Marinho que numa primeira reacção na noite eleitoral disse que renunciaria ao mandato. Voltou atrás. Não admite que a coligação que encabeça seja, perante o resultado, e após as escolhas de Raul Cunha, outra coisa, que não oposição.

     Sabendo também que os eleitos pelo Movimento Fafe Sempre também não abdicam de fazer oposição, considerando que de outra forma estariam a trair o eleitorado que lhes confiou o voto, antevê-se assim que será um mandato difícil para Raul Cunha que terá de recorrer à negociação permanente para fazer passar as propostas no executivo. Prova disso foi o sinal dado pela oposição que não lhe delegou as competências atribuídas à Câmara. Agindo assim, pretenderam garantir que terão, dessa forma, conhecimento, e poder de decisão, na maior parte dos assuntos que fogem à competência directa do presidente, que terá de os colocar à deliberação do Executivo. Temas haverão que serão consensuais, mas em muitos prevê-se dificuldades.

     Como se não bastasse, Raul Cunha viu José Ribeiro ser eleito presidente da Assembleia Municipal de Fafe e não conseguiu esconder o incómodo, no acto de posse.

     Baralharam-se os protagonistas e as posições no jogo, e resta saber o que é que isto vai dar. De que forma Raul Cunha vai agir para conseguir fazer passar o seu plano para o concelho? Até quando a oposição estará disponível para colaborar? São questões que ficam no ar...

Elsa Lima Fafe

 



publicado por blogmontelongo às 18:00
18
Out 17

Opinião de Ricardo Gonçalves publicada no seu blog:

 

Com a tomada de posse dos eleitos pelos resultados das eleições autárquicas, inicia-se um novo ciclo político em Fafe.
 
Adivinham-se dificuldades para o executivo que irá tentar governar em minoria e muito se espera da capacidade conciliadora do Presidente Raul Cunha. Não sendo um político de carreira, este tem demonstrado muita capacidade de "fazer pontes" e logo no discurso de investidura deixou bem claro que é isso que pretende fazer.
 
Ao contrário do mandato passado, a possibilidade de governar coligado com outra força política parece estar afastada restando, por isso, a negociação permanente de todas as decisões do executivo. O passado mostra que há imensos temas que são consensuais e não se prevê que agora passe a ser diferente.
 
Há outros temas que são mais discutíveis e é aí que deverão surgir dificuldades. 
 
Desde logo na constituição dos gabinetes de Presidente e vereadores. Este acto, vulgarmente usado para colocar pessoal político, deverá receber a oposição das restantes forças políticas. O pretexto será o de redução de despesa mas todos sabemos que o principal objectivo não será esse. Não será de esperar que seja daí que venham as dificuldades na acção do executivo mas será um sinal dado pela oposição.
 

Raul Cunha Fafe tomada de posse

Depois há toda a política de comunicação e de promoção que ficará irremediavelmente condicionada à negociação com a oposição. Também muita da contratação de bens e serviços que carecem de autorização da câmara ficará sujeita ao voto das bancadas de "Fafe Sempre" e PSD.

 
Pelo acima exposto se espera vida dura para o executivo que parte com uma equipa mais curta, menos experiente e com muito para provar.
 
Da oposição espera-se que cumpra o seu mandato de forma séria, responsável e mantendo os interesses da comunidade como principio orientador da sua acção política. 
 
Ninguém entenderia que fosse a estratégia política a ditar a intervenção dos vereadores. 
 
Ninguém entenderia que o executivo não levasse o mandato até ao fim. 
 
Ninguém entenderia que não seja quem ganhou que implemente o seu programa.
 
Até já!!!!

 



publicado por blogmontelongo às 18:00
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