BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
28
Fev 18

Opinião de Carlos Rui Abreu, director-adjunto do jornal Notícias de Fafe:

 

     Este fim-de-semana Fafe volta a ser palco de um rali. Uma prova do Campeonato de Portugal de Ralis, sem o impacto económico e mediático do Ralo de Portugal mas não deixa de ser um rali. Só por isso irá trazer animação à cidade, ao concelho.

     Já aqui escrevi ma é nestas alturas que se deve reforçar a ideia. Fafe deve explorar ao máximo esta ligação umbilical ao desporto automóvel para tirar dividendos ao longo de todo o ano e não de forma sazonal.

     O presidente da Câmara anunciou há dois anos que tinha essa ambição. De criar em Fafe um nicho de actividades relacionados com o rali, fosse com indústrias ligadas ao sector, uma escola de pilotos ou o arrendamento dos troços para que as diversas marcas testassem homens e máquinas.

     Tudo não passou, para já, de intenções. Lançado está já o concurso de ideias para a construção do novo Museu do Automóvel, a edificar no sítio onde estão o antigo Mercado Municipal, e que pode ser o ponto de partida para algo mais arrojado. Este Museu, além de albergar o espólio de carros antigos já existente nos fundos do Pavilhão do Nun'Álvares, deve ser algo mais centrado no desporto automóvel. Algo que, logo ao entrar, se perceba que estamos na Catedral dos Ralis. Um Museu dinâmico, com vida, que permita, por exemplo, percorrer de através de simuladores o troço da Lameirinha. Que quem tenha mais uns 'trocos' para gastar possa ter oportunidade de sentir, ao lado de um dos muitos pilotos fafenses, a adrenalina de ir como 'pendura' num carro a sério, numa estrada a sério.

fafe museu rali

     Um projecto inovador, que não seja mais um museu como tantos outros, pode ter um impacto regional, nacional e até internacional. Sabendo, como sabemos, o entusiasmo que os espanhóis têm pelo automobilismo é crucial que eles se sintam atraídos por Fafe durante todo o ano e não apenas em Fevereiro e Maio.

     Alguém me dizia, há dias, que o troço da Lameirinha é o nosso poço de petróleo, a nossa galinha dos ovos de ouro.

     Um projecto bem pesnado e sustentado em torno deste ícone mundial, pelo segundo ano consecutivo uma passagem pela Pedra Sentada é considerado o melhor salto do mundo, até poderá permitir outros voos.

     Porque não candidatar o troço da Lameirinha a Património da Humanidade?

     Se a Floresta Laurissilva da Madeira, a Arte Rupestre do Vale do Côa, as Vinhas do Pico, a Muralha de Elvas, entre outras coisas, são Património Mundial porque não o troço da Lameirinha, reconhecido já em todo o mundo.

     Seria, com certeza, um marco histórico que poderia alavancar Fafe em vários domínios.

     Se é possível? Não sei. Não estou dentro do que é preciso para cimentar a candidatura mas deixo aqui o desafio.

     Troço de Fafe/Lameirinha a Património da Humanidade.



publicado por blogmontelongo às 18:00
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