BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
05
Jul 14

A resposta de Moncho Rodriguez (publicada no Notícias de Fafe) às críticas de Parcídio Summavielle:

 

O Sr. Vereador Parcídio Summavielle, sem nunca ter ido a um espetáculo organizado pela plataforma Fafe cidade das Artes, na cidade ou nas freguesias, sem nunca ter participado num workshop ou numa oficina, num encontro ou em qualquer outra das múltiplas atividades que todas as semanas produzimos, proferiu declarações que são ofensivas e demonstram ignorância quanto ao projeto e quanto às pessoas que nele colaboram, onde eu me incluo.

 

Diz o Sr. Vereador Parcídio Summavielle, que "Moncho Rodriguez não é bom para Fafe", que o projecto Fafe cidade das Artes tem "maus resultados" e que "seca tudo à volta".

 

Então temos que perguntar:

1- É mau para Fafe, desenvolver trabalhos artísticos e culturais com a comunidade feminina de Antime, na recuperação de memórias e tradições?

2- É mau para Fafe, desenvolver projectos culturais com os grupos de teatro de Arões, Travassós, Ara do Bugio, e ainda colaborar com a formação de novos grupos?

3- É mau para Fafe, desenvolver sistematicamente oficinas de expressão dramática para as crianças e jovens do bairro da Cumieira, IPSS como a Cercifaf, Santa Casa da Misericórdia, Associação Sentir de Arões, entre muitas outras?

4- É mau para Fafe ter um projeto com atores profissionais a trabalhar com diversas associação, coletividades e grupos do concelho, como o grupos de Cepães, Regadas, S. Miguel do Monte, Silvares, Arões, Antime e até o IESF?

5- É mau para Fafe ter um plano com mais de 40 espetáculos, apresentados nas escolas, três vezes por semana, e que levou o teatro a milhares de crianças?

6- É mau para Fafe, ter um projeto que se liga à rede de bibliotecas, colaborando com os professores e ainda organizar com eles, em Fafe, o I Encontro Pedagógico do Teatro para a Infância e juventude eoutros programas de apoio a estágios e formação específica?

7- É mau para Fafe, trazer um encontro de Palhaços do Mundo que captou a atenção de tanta gente e da imprensa regional e nacional?

8- É mau para Fafe, ter espetáculos com atores amadores de grande qualidade e atores profissionais que partilham experiências e que juntos constroem cultura e procuram preservar a identidade?

9- É mau para Fafe, ter diversos espetáculos no teatro cinema e na rua de grande qualidade com atores de renome nacional e internacional?

10-É mau para Fafe, criar oportunidades para os alunos de música e de dança de Fafe, que chegaram inclusive a mostrar o seu talento no Brasil e em Espanha?

11-É mau para Fafe, sem quaisquer custos para o Município, receber músicos, coreógrafos, bailarinos, atores e até diretores de teatro, do Brasil e de Espanha em residências artísticas únicas a trabalhar com a comunidade?

12-É mau para Fafe manter um programa de teatro para infância e juventude que foi visitado por mais de 6.000 espectador?

13-É mau para Fafe encenações de clebrações teatrais com mais de 200 participantes de diferentes freguesias, que repartem a cena num intercãmbio de saberes com profissionais e amadores?

14-É mau para Fafe ter um grupo permanente de profissionais a colaborarem em todas as ações de formação artística, nas mais diversas instituições, para as quais são solicitados continuamente?

 

Se tudo isto é mau para Fafe, o Sr. Vereador Parcidio Summavielle, pela responsabilidade política que tanto quer alcançar, deve mostrar-nos qual o caminho e as directrizes para a implantação de um programa que possa gerar um movimento de cultura e arte popular, onde se preserve a tradição e se possa construir o contemporâneo, e não valerá a pena encaminhar-nos para o seu programa eleitoral.

Infelizmente no programa eleitoral do movimento IPF do Sr. Vereador, sobre cultura artística, em 14 pontos só existem 2 propostas, que são precisamente o que a plataforma Cidade das Artes está, também, a realizar.

 

Não será irresponsável falar do que não se quer ver, nem ouvir e de quem não se conhece? O Sr. Vereador afirmou que "nunca viu um espetáculo produzido por Fafe Cidade das Artes nem por Moncho Rodriguez, nunca participou em nenhuma ação promovida por este projeto" e ainda conlcuiu dizendo que: "Não emprenha pelos ouvidos..." se não vê nem escuta, onde fundamenta as suas acusações? Ou é que andamos a falar só para maldizer?

Para se falar de cultura é preciso não a misturar com politiquice, estar presente, participar e contribuir, só assim temos o direito de criticar, analisar ou poropor. Cultura faz-se somando e não dividindo nem excluindo. Faz-se com propostas sérias, objectivas, que sensibilizem e elevem sem a ninguém insultar.

Para quem pensa que a cultura é cara, experimente conviver com a ignorância.

publicado por blogmontelongo às 18:00
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