BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
23
Abr 16

Opinião de Alberto Alves, Independentes por Fafe, publicada no jornal Notícias de Fafe:

Terminou o Terra Justa - Encontro Internacional de causas e valores da humanidade. Foi um evento que marcou a cidade de Fafe no decurso de toda a passada semana e que, por isso mesmo, possibilitou que a comunicação social escrita e falada, tivesse Fafe como referência, permitindo estender o nome da cidade de Fafe pelo país.

Goste-se ou não dos critérios de escolha (ou na oportunidade de escolha) das personalidades convidadas que estiveram connosco, a verdade é que as "conversas de café" ou as intervenções mais formalistas, foram excelentes e contribuíram para um alerta mais consciente de problemas que invadem as sociedades do mundo inteiro.

É verdade que o píblico-alvo não foi assim tão numeroso, mas quem teve possibilidade e oportunidade de partilhar a presença, pelo certo que sentiu a alma mais cheia e a consciência mais desperta.

A propósito de público-alvo, parece-me que em próximas realizações, seria de ponderar oportunidades específicas para consciencializar os jovens alunos do 10º, 11º e 12º anos - e até de outros anos de escolaridade -, na medida em que é nesses anos do Secundário que os jovens começam a pensar mais no futuro e na vida ativa.

Seja como for, o positivo do Encontro está muito acima de qualquer negativismo que lhe queiram imputar, o que equivalerá a dizer que estes Encontros são de hoje e de amanhã, pel que não devem ficar perdidos no tempo.

Paraquedistas Terra Justa fafeFoto: Armindo Mendes / Expresso de Fafe

publicado por blogmontelongo às 18:00
16
Abr 16

Opinião de João Pinto de Campelos, vogal do CDS-PP, publicada no jornal Notícias de Fafe:

 

Assistimos nos últimos dias a uma série de eventos na nossa cidade de Fafe que se desenrolaram em consequência de um conceito criado pela Câmara Municipal de Fafe designado de Terra Justa. Ora com uma grande tentativa de destaque sobre os media enfeitando toda a Praça 25 de Abril com adornos alusivos tenta-se de alguma forma criar em Fafe a desvirtuação de um acontecimento histórico ligado à lenda da Justiça de Fafe. Esta lenda tem um rosto, uma figura que merece sempre ser lembrada, trata-se de António Augusto Ferreira de Melo e Carvalho, o afamado Visconde de Moreira de Rei. Muito se fala e se falou do impacto deste evento, ora eu não podia deixar de ser mais crítico. Um evento que mais parece uma campanha de sensibilização para determinadas temáticas, nomeadamente as dos refugiados e que parece ser feito para determinadas pessoas, uma vez que em nada é abrangente às massas. (Apresentações de livros, palestras, exposições). Ora bem sabemos que este tipo de factos não chegam a toda a gente nem sequer conseguem envolver toda a comunidade. Parece que o importante é fazer, não estivéssemos nós a um ano das Autárquicas, mas se consegue ou não envolver os Fafenses isso não interessa...

Quanto às figuras que se envolveram nesta Terra Justa parecem que também foram escolhidas a dedo. Se por um lado temos o alto patrocínio para esta efeméride da Fundação Mário Soares e da Fundação Pro Dignitate (criada por Maria Barroso e agora Presidida por Isabel Soares sua filha), temos ainda como cabeça de cartaz António Guterres.

Fafe Terra Justa GuterresOra disto torna-se impossível não fazer qualquer tipo de leitura política por mais que não queiramos. De facto, o destaque é todo dado a figuras do PS e respetivas Fundações que vêm assim garantido mais uns anos de financiamento Estatal por patrocinarem este evento, qual efeito bola de neve. Este culto ao Partido Socialista e às suas figuras é absolutamente notório, e não nos tentem convencer do contrário, porque tudo isto ainda culmina com a inauguração de um jardim com o nome de Maria Barroso. Por mais respeito que tenho pela Drª Maria Barroso enquanto mulher e cidadã absolutamente pró-ativa na sociedade Portuguesa, não me posso coibir de perguntar o porquê desta atribuição.

publicado por blogmontelongo às 09:47
13
Abr 16

Opinião de Pedro Miguel Sousa publicado no blog pessoal:

 

     O que fica depois de cinco dias de notícias com a palavra Fafe?

     Existir uma terra que premeia, reconhece ou destaca valores da humanidade não me parece mal. Aí está uma boa utilização da ‘Justiça de Fafe’. Mas começa-me a preocupar os valores em causa. Nada se faz sem investimento e, ao contrário dos liberais e dos economistas, nem tudo tem de ter retorno financeiro, mas há limites…

     Escrevo este artigo no dia 4 de Abril e, como é óbvio, desconheço o resultado desta segunda edição da “Terra Justa – Encontro Internacional de Causas e Valores da Humanidade”. Sei bem que servirá para projetar Fafe (e um ou outro político fafense), mas continua-se a ter de pagar para chamar a atenção dos Media.

terra justa raul cunha fafe

     Confesso que isto me provoca alguma confusão. Já tivemos um evento que poderia dar frutos nessa matéria e, por causa daquelas invejinhas marotas, tudo desabou… Quem manda? Quem deu o mote? A quem pertence? Eram algumas perguntas que se faziam aquando da organização daquele evento que juntava associações, juntas de freguesia, escolas e o município. Milhares de pessoas saíam às ruas para participar como figurinos ou como espetadores nas tais ‘Jornadas Literárias’… que poderiam ser ‘Jornadas Culturais e Literárias’…

     Seria o caminho? Seria este o tal evento para que Fafe não precisasse de chamar a comunicação social como acontece com as sextas-feiras treze? Não sei… não sei e não vou saber porque o formato já não existe. Só sei que não é nada fácil trabalhar em Fafe. Há muita gente à procura de protagonismo e há quem tenha muito medo de ser ultrapassado…

     Acredito que isto não está muito longe de sofrer uma reviravolta. Há por aí uma fornada de gente nova, muito bem formada, e que está mais empenhada em defender causas do que entrar em jogos político-partidários. Essa malta jovem, ao contrário da geração à sua frente, tem uma característica excelente: são capazes de partilhar informação. Há uns anos, só um grupelho se candidatava a subsídios para o gado porque metiam-se nas cooperativas e poucos tinham acesso à informação, hoje é diferente, muito diferente. Os mais jovens partilham a informação sem receio e, mais ainda, são capazes de se juntarem para construírem projetos melhores.

     Será este o princípio da reviravolta na política?

     O tempo o dirá. O que me parece é que os jovens acreditam cada vez mais em projetos do que em colagens de cartazes ou o abanar de bandeirinhas…

     Enquanto isso… o que fica depois de cinco dias de notícias com a palavra Fafe?

     E para o comum dos fafenses, há interesse neste evento? Que valor atribuem a esta atividade? Há retorno económico, social ou cultural?

     Ate lá… Que a Terra continue Justa!

publicado por blogmontelongo às 18:00
05
Mar 16

Opinião de Pompeu Martins, vereador do PS na Câmara Municipal de Fafe, em entrevista no jornal Notícias de Fafe:

 

Em 2015, por exemplo, tivemos com a intervenção directa da Câmara cerca de 140 eventos o que é algo muito forte. Está a ser um mandato intenso, mas de grande proximidade com as pessoas e com as organizações. Há problemas que acontecem nas associações que eu enquanto vereador sei primeiro que alguns membros da direcção porque sabem que têm as portas abertas para poder falar comigo. Isso deixa-me feliz que é sinal de que há confiança com a Câmara e que nos vêem como um parceiro.

Sem comunicação as pessoas não adivinham que existem atractivos numa terra e portanto começamos logo por aí. Criamos uma revista a 'Descubra Fafe' que distribuimos cá e fora, está no aeroporto, por exemplo, e por outro lado, os conteúdos desta revista vão estando ligados também a uma novidade que são as lojas de turismo interactvo. Percebemos que era importante agarrar naquilo que era uma marca ao longo da história do nosso concelho, a Vitela Assada à Moda de Fafe, a Justiça de Fafe e na vertente desportiva o rali. Daí termos feito o Festival da Vitela Assada à moda de Fafe que tem sido um sucesso crescente. E por outro lado no que diz respeito à Justiça de Fafe, às vezes mal interpretada, surgiu o ‘Terra Justa’ que é um evento que veio para ficar e teve uma projecção enorme, a nível nacional. Começou por ser uma coisa grande, mas pode-se transformar numa coisa enorme assim haja condições. O sonho é dar essa centralidade da discussão das grandes causas dos nossos tempos e do valor da humanidade a Fafe, uma vez que é a Terra da Justiça.

 

Estamos a falar de uma valor elevado para o projecto Fafe Cidade das Artes que existe para ajudar e para colaborar com as associações e com os cidadãos. Não é propriamente uma associação fechada em si própria que tem um subsídio muito alto. Este projecto existe para apoiar os projectos das nossas associações e não para lhes fazer concorrência. No dia em que uma associação precise e não tenha o apoio do projecto seja para ajudar a conceber figurinos, para ter ali alguma formação na área da encenação, quando isso não acontecer, eu tenho que saber porque corrige-se imediatamente. Creio que nunca aconteceu.

Nós temos em Fafe um universo de pessoas com interesse na participação, seja cultural, seja desportiva, extraordinária. E está a acontecer uma outra coisa que eu aplaudo que é o trabalho em conjunto das associações. Está cada vez melhor. Temos eventos em que as colectividades se unem e fazem coisas muito boas.

Os museus vão sofrer uma nova configuração. Estamos a trabalhar numa reprogramação que vai mexer com horários, a dinâmica e a forma como são apresentados. Miguel Monteiro foi quem pensou esta lógica do museu central com vários núcleos e é um bocadinho nessa linha que vamos, termos uma narrativa que conte uma história, que afinidade existe entre os diferentes polos que existem no concelho e como é que as pessoas vivem uma experiência em que possamos construir um serviço educativo em torno dos museus.

O Plano Estratégico para o Desporto está em fase de conclusão do diagnóstico. Nos próximos meses vão devolver a quem nele participou os resultados para trocar ideias e explicar o processo e logo a seguir produzirem o documento que se pretende que ajude a perceber o que é que os agentes desportivos sentem como necessidade, como oportunidade, para o desenvolvimento do seu próprio trabalho. Perceber a afluência, o uso dos equipamentos, a saturação, se são precisos novos ou requalificar. A par do plano estratégico temos a Carta Desportiva Concelhia que vai permitir saber quem são as associações que têm  determinadas infra-estruturas até para que possa haver intercâmbio e um uso mais racionalizado.

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Efectivamente enquanto que no Estádio Municipal temos tido condições para receber as pessoas que vêm assistir aos jogos, tem havido capacidade, nos seu três campos, de ter as diferentes áreas de formação, na Piscina Municipal o que existe é uma constatação que não chega para as encomenda, daí que se justifica de facto pensar em construir uma nova piscina. Estamos a arranjar a forma mais rentável para o município para fazer esse projecto que será de elevado investimento. A mesma questão se levanta com a prática do ténis porque não temos campos cobertos. Como faz falta outro pavilhão gimnodesportivo porque todos os que existem, sejam privados ou públicos, estão a rebentar pelas costuras...

 

Raul Cunha está a ser um presidente de Câmara com uma visão sobre o desenvolvimento concelhio extraordinária. Tem uma coragem política que eu considero rara. Tem um nível de cosmopolitismo que já não via há mais de 100 anos e uma sensibilidade social muito apurada, e de justiça. Tendo estas características todas naturalmente que faz com que de facto, não só para nós que trabalhamos directamente com ele, mas para os fafenses, tenha sido uma surpresa enorme, positiva.
 
Estarei sempre ao lado do Dr. Raul em qualquer cenário porque entendo que é uma questão de justiça pelo esforço enorme e dedicação que tem tido a abraçar esta causa que, como todos sabem, não precisava minimamente de ter esta missão, aceitou e esta a faze-lo com elevado grau de dignidade e de entrega.
publicado por blogmontelongo às 18:00
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