BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
11
Abr 15

Opinião de Alexandre Leite, eleito da CDU na Assembleia Municipal publicada no jornal Notícias de Fafe:

 

 

Sejamos justos, “Terra Caridosa” ou “Terra Católica” não é o mesmo que “Terra Justa”.

De entre os temas a debate no evento que decorre durante esta semana em Fafe, constam “Desafios Mediáticos à Religião”, “A Religião e o Homem, Valores e Causas”. Grande parte dos convidados e instituições participantes estão ligados à igreja católica. Há uma exposição sobre “Liberdade Religiosa”. Uma outra exposição intitula-se “A Caridade: Missão e Vida da Igreja”. Temos também uma exposição que reúne alguns dos vestidos oficiais e trajes académicos usados por Maria de Jesus Barroso Soares. O que é que isto tudo tem a ver o objectivo anunciado de fazer de Fafe uma “Terra Justa”? Tem alguma coisa a ver com justiça social? O que parece é tratar-se de um evento da igreja católica promovido pela Câmara Municipal de Fafe.

 

A ideia não é nova. Falar em valores, pobreza digna, solidariedade social e apontar a igreja católica e a rede de instituições particulares de solidariedade social, mais ou menos ligadas a ela, como a solução.

 

Esta forma de lidar com a injustiça social, na qual o objectivo é suavizar a agruras da pobreza, aliviar a fome, dar alguma dignidade a quem vive em situações extremas de exclusão social, tem um valor importante que não pode ser negado. Mas o problema é que desta forma não se combate a injustiça social. As causas da injustiça social e da pobreza não são questionadas e o resultado prático é a permanência da pobreza e a sua perpetuação.

 

A pobreza e a injustiça social só são resolvidas quando se entendem e atacam as suas causas. Isabel Jonet, dirigente de uma IPSS chamada “Banco Alimentar Contra a Fome”, disse há uns tempos que os pobres são pobres porque não querem mudar de vida e os desempregados não arranjam emprego porque passam muito tempo nas redes sociais. Claro que o que ela diz já não é levado a sério mas isto serve para ilustrar a ideia que certas cabeças têm sobre as causas da pobreza.

 

A injusta redistribuição da riqueza, a exploração dos trabalhadores para que os grandes grupos económicos possam acumular riqueza, a redução do valor das reformas, dos subsídios de desemprego, os baixos salários, são algumas das razões para que a pobreza esteja a crescer no nosso país. Sem alterar o modelo económico que causa essa pobreza não a conseguiremos derrotar. Sem uma ruptura com a política atual a pobreza continuará a aumentar, independentemente das boas intenções da instituições caridosas.

 

A cumplicidade da nossa Câmara com esta proposta de modelo de sociedade não cai do céu. Ela insere-se num quadro de “novo Estado”, no qual grande parte das funções socais do Estado, previstas ainda na nossa “velha” Constituição, vão sendo abandonadas como resultado das políticas de direita que vêm sendo seguidas. O espaço deixado vago é imediatamente preenchido pelas IPSS, quer se trate do negócio da saúde, da educação ou da assistência social. Este “novo Estado” precisa de eventos como este para se branquear. Pode ser preciso algum exibicionismo da caridade, alguma arrogância moral, alguma hipocrisia política, mas a água vai sendo levada ao moinho.

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Alguns não terão gostado do comunicado da Comissão Concelhia do Partido Comunista Português que apontou o dedo a alguns dos convidados e homenageados do “Terra Justa”. Alguns ficarão melindrados com o texto de hoje que aponta a hipocrisia presente nalguns tipos de caridade e de eventos. Alguns não aceitam que se diga que o rei vai nu. Esses poderão continuar a fazer de conta que não se vai homenagear um imperialista cardeal golpista, poderão fazer de conta que dar esmolas é lutar contra a pobreza e poderão apreciar a beleza dos trajes do rei. Nós continuaremos a luta.

publicado por blogmontelongo às 18:00
29
Out 14

Opinião de Ricardo Gonçalves no seu blog:

Registo um "apagão" dos restantes vereadores do PS fruto, talvez, da ascensão da imagem do Presidente e cabeça de lista desse partido. Essa é, para mim, a nota mais unânime: a surpresa, pela positiva, da acção, da postura e da capacidade do Dr. Raul Cunha.

Serão ao nível da comunicação as diferenças mais visíveis e é da mais elementar justiça reconhecer o excelente trabalho do assessor do Presidente, Nuno Cobanco.

Uma coisa vos digo: vivem-se tempos muito interessantes em Fafe.

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Opinião de Pedro Miguel Sousa no seu blog:

Igreja e Política foi um assunto que facilmente se resolveu. Contra tudo o que parecia ser ‘normal’, Raul Cunha e o próprio Pe. Abel Maia encontraram a melhor resposta para as manifestações da fé.

Os gastos com os comes e bebes, próprios de quem quer dar um atilho a quem depois vai dar o porco inteiro, serão repensados, segundo se vai lendo. Os estudantes têm um parceiro na Câmara para apoiar os seus estudos. As mulheres têm autocarros que as levam a um dos melhores hospitais do país para despistagem de possíveis doenças cancerígenas. O turismo começou a ser finalmente falado. Há formação nas artes, ainda que seja preciso aumentar os parceiros para que chegue a todo o lado. A luz voltou a estar ligada a noite toda. O espaço da feira tem mais encanto e mais utilidade. Já se voltou a falar do PDM, embora já sejam horinhas de passar à ação. 

Enfim. Há mesmo uma diferença considerável se compararmos com o que se vinha a fazer em Fafe. Em boa hora José Sócrates limitou os mandatos. Mesmo que continue o partido que estava, aqui está a prova que mudar de líder faz a diferença. Quando há duas pessoas, há também formas de agir diferenciadas.

 

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Opinião de Carlos Rui Abreu no jornal Notícias de Fafe:

Foi um ano que deu para ver um Raul Cunha presidente bem diferente do candidato e, na minha opinião, para melhor. Um presidente de 'vistas largas' que não se resume aos limites do concelho, que quer cimentar uma posição mais nacional e catapultar a imagem de uma terra moderna, onde poderá ser bom investir, viver, fazer turismo. Não parece um presidente preocupado com questões comezinhas.

Tem também a vantagem de ter criado à sua volta uma máquina de propaganda, com facilidade em entrar nos meios de comunicação de grande alcance nacional e fazer passar a mensagem de um concelho próspero e que muito tem para dar.

Para já, Raul Cunha está a sair melhor que a encomenda.

publicado por blogmontelongo às 18:00
02
Jul 14

Opinião de Benjamim Teixeira publicada no jornal Povo de Fafe:

 

As Festas do Concelho baixaram muito nos últimos anos e cremos não ser só devido à crise, mas à falta de estruturas competentes para proporcionarem uma grande evolução das entidades ligadas ao Turismo. As Festas do Concelho têm mantido os números tradicionais, ou seja, Fados de Coimbra na sexta-feira, no sábado à noite Festival Folclórico, no domingo a Tri-Centenária Procissão de Nossa Senhora de Antime, o momento mais alto da religiosidade em Fafe e do norte de Portugal, que não traz despesas para a Comissão de Festas. É uma manifestação profundamente popular, assumida pelo povo católico de Fafe e do norte do país. Mantém-se o tradicional espectáculo musical de domingo à tarde e noite pelas excelentes Bandas de Música de Fafe de Golães e Revelhe e uma boa sessão de fogo-de-artifício no domingo (eram pelo menos três). Então a sessão de fogo à chegada da procissão à Câmara Municipal, que era de 20 minutos, está reduzido a 2 míseros minutos. De notar que quem fala em queimar dinheiro, esqueceu-se que há vários e bons fogueteiros em Fafe, que, aliás, participam em várias festas pelo país fora, como aqui ao lado em Guimarães nas Gualterianas e em muitas terras do norte ao sul e também vivem dessa profissão.

 

Mantém-se também o Tradicional Festival de Variedades que era realizado ao domingo e que agora passou para o sábado. Há ainda a Iluminação Festiva cada vez menos e cada vez mais pobre, pior situada (ou seja, os arcos inteiros da Avenida das Forças Armadas, por onde passa pouca gente e lá finaliza a Marcha Luminosa só nesse dia é que tem povo, podia ter meios arcos e reforçavam-se outros pontos mais centrais). A Marcha Luminosa, alguns iluminados (podem até ser bem intencionados) interromperam a segunda-feira da Marcha com a explicação de que nesse dia não havia mais nada a não ser à noite a Marcha Luminosa (ora, não há mais nada porque não querem, sendo certo que houve em tempos o Circuito Ciclístico de Fafe com os melhores craques do Pelotão e quando se tornou difícil a sua realização organizava-se um festival infanto-juvenil). Com estas atitudes estão a matar as Festas do Concelho.

publicado por blogmontelongo às 18:00
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