BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
03
Dez 16

Opinião de Jesus Martinho no Facebook:

 

     No passado domingo, 27 de Novembro, foi cortada a fita vermelha para abrir a requalificação da rua de Santo André, no lugar de Sangidos, freguesia de Golães. Uma artéria que, há anos, apresentava graves problemas de conservação devido a uma anormal concentração de águas, pluviais e de uma "nascente". Ficaram a ganhar os utentes da via e, mais uma vez, ficou a perder a história fafense: A actual rua de Santo André corresponde a uma parte do itinerário medieval da importante via Guimarães, Fafe, Cavez, já referenciada no século XIII, localizada num dos mais emblemáticos espaços rurais da freguesia, com um enorme simbolismo histórico, onde existiu uma gafaria nos séculos XIII e XIV e permanece a capela barroca de Santo André e a ponte medieval de Bouças/Sangidos. Requalificar esta via, de origem ancestral, com alcatrão foi, na minha opinião, um erro... também pelo impacto visual. Uma boa calçada teria sido muito mais adequada.

 

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 Fotos: Município de Fafe, 27 Novembro de 2016.

publicado por blogmontelongo às 18:00
15
Out 16

Opinião de José Freitas Pereira publicada no jornal Povo de Fafe:

 

     Faz mais de um ano que foi desmantelado um dos ex-líbris da "Freguesia"! Concretamente não sabemos a verdadeira razão. Contudo é meu entendimento e da generalidade da população da Paróquia que se atue em conformidade.

     Só entendemos a sua deslocação e restauro mas nunca a sua eliminação. O sítio onde estava implantado, talvez não fosse o mais adequado, mas já lá permanecia há séculos e era uma referência da Terra.

     Esta sepultura encontrava-se situada no Adro da Igreja Paroquial de Vila Cova.

     É pois importante que o bom senso prevaleça e que os responsáveis metam mãos à obra e o restaurem e recoloquem num local digno para que a sua história prevaleça e se faça jus à história de Vila Cova, que é de todos e para todos.

     Na Pedra tumular encontra-se gravado em baixo relevo, "À memória do motorista Francisco Vieira Cardoso, nascimento - 18/08/1846 e óbito - 24/06/1874 - Como testemunho de infinda saudade".

     Este jovem de 27 anos, solteiro, filho de António Vieira Cardoso e Joquina da Cunha, do lugar da Portelinha. Era cunhado do Excelentíssimo Fidalgo da Casa Real, João Batista Felgueiras, com residência na casa da Boavista, desta "Freguesia".

     O seu pai, a 06 de Fevereiro de 1871 resolve fazer testamento, sendo instituído herdeiro, conjuntamente com os restantes treze irmãos, testamente este que um dia tornarei público!

     Mau grado, três anos depois, faleceu, não havendo registo se foi acidente ou não. (Livro de Registo de Testamento, nº11, folhas 33 e 34, Arquivo Municipal de Fafe, 1854)

Fafe Vila Cova Sepultura

     Esta Imagem está como página de rosto no único portal de acesso à pesquisa genealógica da Freguesia de Vila Cova, (Centro de Investigação Transdisciplinar, Cultura, Espaço e Memória - Grupo de História das Populações) da minha Autoria e com a colaboração de Maria de Fátima Carvalho Dias; Sónia Adriana Ferreira Fernandes e Natália Sofia Magalhães Silva e ainda com o apoio financeiro da Câmara Municipal de Fafe.

     Ver em Universidade do Minho: http://www.ghp.ics.uminho.pt/vilacova.html

     Na recente reforma administrativa, com a qual jamais concordarei, retiraram-nos o título de Freguesia, não queiram agora também, eliminar as referências mais importantes da terra!

     Apelamos portanto aos responsáveis para que reconsiderem a sua recolocação, como um ato de nobreza a bem de todos os que consideram o património público como fonte histórica para os vindouros e para todos aqueles que se orgulham da sua terra natal.

publicado por blogmontelongo às 18:00
20
Jan 16

Opinião (e fotos) de Jesus Martinho na Falaf Fafe Magazine:

 

Há anos sem ser utilizado. O palacete anexo ao Centro de Emprego de Fafe, na rua José Cardoso Vieira de Castro, encontra-se votado ao abandono e os elementos naturais de erosão, vão desgastando o imóvel.

Este belo exemplar de Arte Nova com inspiração francesa foi mandado construir em 1912 por Manuel Rodrigues Alves, natural do Porto e que viria a casar com a poetisa fafense Soledade Summavielle Soares, neta paterna do ilustre “brasileiro” de torna viagem, José Florêncio Soares e de Maria Teresa da Costa, primeiros proprietários de outro extraordinário imóvel de influência brasileira, também devoluto, localizado mesmo em frente ao Teatro-Cinema local.

palacete fafe

 Nos anos 60, José Summavielle Soares recebeu a casa por herança, vendendo-a mais tarde a Alberto Leite Dantas.

Em 1984 o executivo camarário promoveu a classificação do palacete como “Imóvel de Interesse Concelhio”, pelo seu “interesse e valor ao nível artístico, histórico e cultural”.

A Câmara Municipal chegou a fazer um projecto visando a recuperação do imóvel, orçado em 130.000.000 escudos. Outra hipótese era uma intervenção parcial que custaria 70.000 contos. Nenhuma das intenções foi viabilizada e a “nobre casa” acabou por ser adquirida, em 1986, pelo Ministério do Trabalho para instalação do Centro de Emprego e Formação Profissional de Fafe, construindo-se um edifício de raiz na zona das antigas cavalariças da casa, ficando o imóvel principal, praticante sem utilidade.

Na época em que este palacete foi construído (1912), alguma imprensa local referiu-o como “a mais luxuosa moradia da vila, com todas as condições para se viver regaladamente”.

É, de facto um raro exemplar de Arte Nova, construído em alvenaria, madeira e ferro forjado. Apresenta painéis de azulejos e pinturas decorativas, essencialmente, paisagens e motivos vegetalistas.

No ano que completa 104 anos, um dos mais emblemáticos e valiosos imóveis históricos da cidade, em pleno centro urbano, encontra-se votado ao abandono, aguardando uma recuperação que dignifique o seu indiscutível valor histórico e patrimonial.

arte nova fafe

publicado por blogmontelongo às 18:00
20
Mai 15

Opinião de Cristina Sousa (IPF) no jornal Notícias de Fafe:

 

Refiro-me à mancha cada vez menor de carvalho selvagem, em tempos, dizia-se, a maior da Europa, hoje consumida pelos incêndios florestais de origem mais ou menos duvidosa a que não mais se põe fim e desbastada por abates à margem da lei, mas sempre impunes. Espécie protegida? - pergunto.

Mas, sobretudo, do nosso património construído, sistematicamente destruído sem qualquer pudor nem remorsos (visíveis), que vai desaparecendo paulatinamente perante a indiferença dos homens e das autoridades. Inúmeros casos de destruição e de desmazelo poderiam ser apontados.

Mas quero hoje referir-me especialmente ao "Castro de Santo Ovídio", importante centro arqueológico do nosso passado histórico, em tempos objecto de importantes estudos, designadamente pelo Núcleo de Arqueologia da Universidade do Minho. Aí foram realizadas importantes escavações e foi retirado importante espólio, hoje a bom recato e à vista de público no Museu da Sociedade Martins Sarmento, na vizinha cidade de Guimarães.

Mas há um bom par de anos em quase completo abandono, sem qualquer protecção, aberto a todo e qualquer acto de vandalismo puro e gratuito. E enquadra-se nesta classificação o completo desrespeito, perante a indiferença quase geral, pela envolvente que integra a área classificada em vias, se nada for feito, de ser ilegal e drasticamente diminuída.

Não fora a acção possível, honra lhe seja feita, da Associação ARCO de Santo Ovídio e a situação seria muito pior.

Porque não lançar mãos à obra, proteger, melhorar e depois aproveitar e rentabilizar o nosso património natural e construído?

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publicado por blogmontelongo às 18:00
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