BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
14
Jan 15

Opinião de Maria das Dores João, Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, publicada no jornal Notícias de Fafe:

 

O Hospital de Fafe foi fundado na segunda metade do século XIX, sendo sua entidade administrativa a Irmandade de São José ou da Misericórdia, que durante décadas prosseguiu a sua nobre missão de prestação de cuidados de saúde à população, coligando estra tradicional vocação humanitária com a ausência de benefícios próprios, dado o seu cariz de instituição do âmbito da economia social. Este passado de décadas de proficiente gestão e administração das diversas valências que integram o património das Misericórdias, com resultados visíveis e publicamente reconhecidos, concedeu-lhe a prerrogativa de lhe ter sido depostiada, por parte do governo, a confiança para gerir o Hospital, sem olhar a dúvidas ou receios.

Voltando ao assunto em reflexão, refira-se que o forçado interregno de 40 anos na gestão do Hospital, conduziu-o a níveis de desqualificação em termos de prestação de cuidados médicos que envergonha os seus utentes, sugerindo um insondável desinvestimento no setor público da saúde, levado a cabo nas últimas décadas pela respetiva tutela.

Este governo, reconhecendo que as Misericórdias mantêm com as populações um compromisso relevante no domínio da prestação de cuidados de saúde com tradição estribada na sociedade portuguesa, propôs-lhe a possibilidade de restituição dos Hospitais, outrora seus pertences. Como forma de regulação deste processo foi publicado em Diário da República um decreto-lei que estabelece as normas para a devolução, das quais salientamos a obrigatoriedade de uma redução de 25 por cento nos encargos globais do Estado com a unidade hospitalar.

Ora, perante estes factos, só por desrespeito ao direito de resgate de bens próprios, ou por absoluto desconhecimento dos pressupostos estabelecidos pelo governo, se poderá falar noutras hipóteses para a gestão do Hospital, que não a da Santa Casa da Misericórdia.

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 Importa também tornar público que a Santa Casa da Misericórdia de Fafe, depois de confrontada com a legítima oportunidade de assumir a gestão do Hospital, a condicionou à salvaguarda da sua manutenção no serviço nacional de saúde, à proteção da sustentabilidade económica e financeira da Instituição e à obrigatoriedade da transferência da gestão não implicar o despedimento de qualquer trabalhador.

Agora que não subsistem dúvidas no que concerne à entidade que vai assumir, a partir de 1 de Janeiro de 2015, a gestão desta unidade de saúde, em consonância com o acordo de cooperação, convidam-se as forças vivas da cidade a juntarmos sinergias em torno deste projeto que é de Fafe e que visa a efetivação do direito à saúde, facultado ao utente a melhor qualidade possível na prestação de serviços médicos.

publicado por blogmontelongo às 18:00
03
Jan 15

Opinião de Clara Marques Mendes, na FafeTV:

 

A presença do PSD, com dois vereadores neste executivo camarário, tem marcado a diferença. Se formos ver o programa eleitoral do PSD, há muitos aspectos que estão a ser cumpridos. Destaco a questão do restabelecimento da iluminação, que é acima de tudo uma questão de segurança. Também é de salientar e de felicitar a grande proximidade com a população. A questão dos centros de convívio é também uma marca deste executivo e é muito importante, é uma questão de sensibilidade social.

A mudança foi de tal forma positiva que, com franqueza, não consigo dizer que há algo de negativo. Mas claro que as restrições orçamentais impedem de fazer mais, mas todos gostaríamos de fazer muito mais.

 

As Misericórdias têm um papel complementar no que diz respeito à saúde. É precisamente nessa lógica de complementariedade que esta gestão é transferida. E os fafenses vão ganhar. Desde logo, já sabemos que vai ter mais valências, há uma maior proximidade na gestão, um maior conhecimento das reais necessidades da populção que serve.

Nunca deveríamos ter permitido o que aconteceu. Fomos perdendo valências, isso é que nós deveríamos ter travado. Dizer que é possível um novo hospital é vender ilusões.

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publicado por blogmontelongo às 18:00
06
Dez 14

Opinião de Parcídio Summavielle em entrevista à FafeTV:

 

Há dois erros e duas atitudes graves. Uma primeira atitude do governo que, acabando com determinadas valências, sabia que estava a diminuir o valor daquela unidade de saúde para depois a entregar à Misericórdia. Eu não tenho dúvidas que isto foi calculado. É a desvalorização de uma empresa para depois a vender barata. O hospital, quanto a mim, é a mesma coisa.

Outra atitude gravosa é o envolvimento que a Câmara teve nisto. Houve a promessa de um hospital novo. Eu julgo que a Câmara de então não avaliou corretamente a situação que lhe era posta à frente. Obviamente que ninguém de bom senso, muito menos um autarca, devia esperar uma promessa de um hospital quando estamos a 8 minutos de um hospital onde há tudo, que é o hospital de Guimarães.

 

O que devia ter sido feito era aceitar como inevitável uma transferência para a Misericórdia mas exigir do governo que desse verbas para melhorar o edifício e se comprometesse a reinstalar aquelas valências que são absolutamente fundamentais.

 

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Quando me apresentaram a maquete do Parque da Cidade eu achei lindíssimo. Agora, quando se fez o corte das árvores no terreno e se começou a ter uma ideia do que era a área verdadeira do terreno, eu nessa altura vi logo que não cabiam lá aquelas coisas todas.

 

 

Aquilo que me indigna é a humilhação que fizeram a um cidadão que ainda não foi condenado pelo tribunal. É uma humulhiação para um homem que representou o país durante anos. A atitude do Dr. Mário Soares encheu-me de alegria. Acho que tem de haver mais atitudes destas para demonstrar a esses senhores Procuradores que eles não são os donos deste mundo. Montou-se um circo. É uma atitude que não é admissível. O Eng. Sócrates politicamente acabou.

 

publicado por blogmontelongo às 18:00
26
Nov 14

Declarações ao jornal Notícias de Fafe de Maria das Dores João (Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Fafe) sobre o hospital:

 

O financiamento está garantido pelo próprio acordo e será pelo próprio serviço. Foi-nos dado um plafond para fazer um determinado número de serviços, mensalmente será pago 90% desses serviços e no final do ano o restante.

Quem for contratado já sabe que vai ser assim. Em todo o lado há quem ganhe mais e quem ganhe menos e mal de nós se as pessoas só vão para lá por causa do dinheiro e sem querer que a organização onde trabalham funcione.

Vamos enterrar tudo o que se passou e pensar no futuro. Vamos ver o que dá.

Está feito o inventário e o acordo estabelece um prazo para que tudo seja restituido sem qualquer tipo de problemas. Vai ser tudo verificado e se houver problemas alguém superior intercederá. Mas o acordo foi feito de forma a evitar problemas futuros e como toda a gente está de boa vontade tudo vai correr bem.

Temos a consciência que são precisas obras mas temos a promessa de que seremos ajudados por fundos comunitários.

Vamos devagar, mas firmes, para que daqui a uns anos tenhamos um bom hospital mas a população tem de se convencer que foram 11 anos a deteriorar-se e não será de um dia para o outro que tudo ficará bem.

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publicado por blogmontelongo às 18:00
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