BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
24
Jan 15

Opinião de José Ribeiro, em entrevista na FafeTv:

 

Eu acho que estávamos melhor salvaguardados com um hospital público. Ao contrário de outros, eu não acho nehuma utopia continuar a defender um novo hospital. Eu acho possível. Estamos a falar de um investimento que é uma gota daquilo que o Estado investe nas regiões.

Receio bem que a Misericórdia esteja a entregar a gestão a concorrentes da própria Misericórdia. Podemos já dizer que se assiste a uma partidarização da gestão. As pessoas que estão a ser chamadas para a gestão por parte da União das Misericórdias, calculo eu com a aceitação da Santa Casa, é conhecido o emblema delas. Este é um negócio da União das Misericórdias. Os primeiros sinais deixam-me muito apreensivo.

  

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Este ano adivinha-se que teremos resolvido uma parte do problema da cidade na área da educação com a construção do Centro Educativo Montelongo, o Parque da Cidade está a mudar a sua face, e bem também, o Quartel da GNR não parará concerteza, e se não se concluir ficará muito perto disso. E isso já são melhorias muito significativas.

publicado por blogmontelongo às 18:00
21
Jan 15

Opinião de Alexandre Leite, eleito da CDU na Assembleia Municipal, publicada no jornal Notícias de Fafe:

 

As funcionárias que trabalhavam na cantina e na limpeza do hospital de Fafe foram dispensadas. A explicação? Pensem lá comigo… será que foram dispensadas porque não faziam um bom trabalho? Faltavam muitas vezes? O hospital deixou de precisar de limpeza e de comida? Não! A explicação é que não faziam falta… à Misericórdia.

 

Essa instituição de solidariedade social consegue arranjar trabalhadoras mais baratas para fazer a mesma coisa e, por isso, independentemente de saber se vão melhorar ou piorar a qualidade do serviço prestado aos utentes fafenses, o importante para a nova gestão é que as substitutas saem mais baratas à Misericórdia. E, como já se esperava, a prioridade é ter um saldo o mais positivo possível. Toda a conversa sobre a melhoria dos serviços, as novas valências, isso fica lá mais para a frente.

 

Logo que entrou ao serviço, a nova gestão do hospital de Fafe escolheu reduzir os custos com o trabalho. Não é surpresa para ninguém que é esta a natureza do sistema económico e político em que vivemos. Mas, mesmo assim, não deixa de ser chocante o desprezo que os responsáveis mostram pela situação das trabalhadoras.

 

O governo e a administração regional da saúde dizem que não é nada com eles. A Misericórdia diz que nem sabia que elas existiam e que não as quer. As entidades patronais fecham-se em copas e deixam andar, a ver o que dá. Neste jogo do empurra, as funcionárias passam dias complicados e psicologicamente violentos. Apresentam-se todos os dias para trabalhar no serviço onde estão há décadas, vestem a farda, mas não lhes é delegada nenhuma função e ficam lá durante o horário de trabalho, rejeitadas pela nova gestão do hospital, ignoradas pelos responsáveis políticos que negociaram o contrato de privatização do hospital.

 

Ao longo dos últimos anos, foram várias as empresas que ganharam as sucessivas concessões dos serviços de limpeza e da cantina. Sempre que vinha uma empresa nova, era obrigada por lei a ficar com as trabalhadoras que já lá prestavam serviço. Assim se explica que algumas delas já prestem serviço ao hospital há mais de duas décadas. Neste momento, merecem a nossa solidariedade e a afirmação pública do desrespeito e da traição de que estão a ser alvo.

 

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publicado por blogmontelongo às 18:00
14
Jan 15

Opinião de Maria das Dores João, Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, publicada no jornal Notícias de Fafe:

 

O Hospital de Fafe foi fundado na segunda metade do século XIX, sendo sua entidade administrativa a Irmandade de São José ou da Misericórdia, que durante décadas prosseguiu a sua nobre missão de prestação de cuidados de saúde à população, coligando estra tradicional vocação humanitária com a ausência de benefícios próprios, dado o seu cariz de instituição do âmbito da economia social. Este passado de décadas de proficiente gestão e administração das diversas valências que integram o património das Misericórdias, com resultados visíveis e publicamente reconhecidos, concedeu-lhe a prerrogativa de lhe ter sido depostiada, por parte do governo, a confiança para gerir o Hospital, sem olhar a dúvidas ou receios.

Voltando ao assunto em reflexão, refira-se que o forçado interregno de 40 anos na gestão do Hospital, conduziu-o a níveis de desqualificação em termos de prestação de cuidados médicos que envergonha os seus utentes, sugerindo um insondável desinvestimento no setor público da saúde, levado a cabo nas últimas décadas pela respetiva tutela.

Este governo, reconhecendo que as Misericórdias mantêm com as populações um compromisso relevante no domínio da prestação de cuidados de saúde com tradição estribada na sociedade portuguesa, propôs-lhe a possibilidade de restituição dos Hospitais, outrora seus pertences. Como forma de regulação deste processo foi publicado em Diário da República um decreto-lei que estabelece as normas para a devolução, das quais salientamos a obrigatoriedade de uma redução de 25 por cento nos encargos globais do Estado com a unidade hospitalar.

Ora, perante estes factos, só por desrespeito ao direito de resgate de bens próprios, ou por absoluto desconhecimento dos pressupostos estabelecidos pelo governo, se poderá falar noutras hipóteses para a gestão do Hospital, que não a da Santa Casa da Misericórdia.

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 Importa também tornar público que a Santa Casa da Misericórdia de Fafe, depois de confrontada com a legítima oportunidade de assumir a gestão do Hospital, a condicionou à salvaguarda da sua manutenção no serviço nacional de saúde, à proteção da sustentabilidade económica e financeira da Instituição e à obrigatoriedade da transferência da gestão não implicar o despedimento de qualquer trabalhador.

Agora que não subsistem dúvidas no que concerne à entidade que vai assumir, a partir de 1 de Janeiro de 2015, a gestão desta unidade de saúde, em consonância com o acordo de cooperação, convidam-se as forças vivas da cidade a juntarmos sinergias em torno deste projeto que é de Fafe e que visa a efetivação do direito à saúde, facultado ao utente a melhor qualidade possível na prestação de serviços médicos.

publicado por blogmontelongo às 18:00
03
Jan 15

Opinião de Clara Marques Mendes, na FafeTV:

 

A presença do PSD, com dois vereadores neste executivo camarário, tem marcado a diferença. Se formos ver o programa eleitoral do PSD, há muitos aspectos que estão a ser cumpridos. Destaco a questão do restabelecimento da iluminação, que é acima de tudo uma questão de segurança. Também é de salientar e de felicitar a grande proximidade com a população. A questão dos centros de convívio é também uma marca deste executivo e é muito importante, é uma questão de sensibilidade social.

A mudança foi de tal forma positiva que, com franqueza, não consigo dizer que há algo de negativo. Mas claro que as restrições orçamentais impedem de fazer mais, mas todos gostaríamos de fazer muito mais.

 

As Misericórdias têm um papel complementar no que diz respeito à saúde. É precisamente nessa lógica de complementariedade que esta gestão é transferida. E os fafenses vão ganhar. Desde logo, já sabemos que vai ter mais valências, há uma maior proximidade na gestão, um maior conhecimento das reais necessidades da populção que serve.

Nunca deveríamos ter permitido o que aconteceu. Fomos perdendo valências, isso é que nós deveríamos ter travado. Dizer que é possível um novo hospital é vender ilusões.

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publicado por blogmontelongo às 18:00
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