BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
28
Jan 15

Opinião de Jesus Martinho publicada no seu blog Falaf Magazine:

 

 

Povoado Castrejo de Santo Ovídio  cada vez mais ameaçado 

O Povoado Castrejo de Santo Ovídio, em Fafe, parcialmente escavado nos anos 80, classificado como Imóvel de Interesse Público, acaba de sofrer nova “machadada”.

 

Na transição para 2015 a reactivada unidade fabril instalada entre uma zona habitacional e as ruínas arqueológicas do “Castro de Santo Ovídio”, construiu um novo pavilhão, alargando, quase para o dobro o seu espaço coberto, encurtando a já exígua faixa entre a fábrica e conjunto proto-histórico, posteriormente romanizado.

SANTO_OV_DIO_7.jpg

 

Alegadamente em zona “non aedificandi”, este monstruoso pavilhão vem poluir ainda mais a paisagem e o ambiente que, naquele local, deveria ser o mais harmonioso possível.

 

Por outo lado, o que ainda resta das ruínas trazidas à luz do dia, em estado de completo abandono, encontra-se profundamente ameaçado e se não forem tomadas medidas urgentes, o principal conjunto arqueológico do concelho de Fafe acabará por desaparecer.

A crise não pode ser pretexto para a destruição do nosso património, não deve justificar procedimentos, supostamente à margem da Lei.

 

O património cultural é de todos e todos, sem excepção, temos o dever de o proteger… está consagrado na Lei. Mas, nem sempre a Lei prevalece e se impõe aos interesses económicos, a um progresso não sustentado que, aos poucos, apaga a nossa memória colectiva, legado de um passado ancestral que urge salvaguardar.

O emblemático Monte de Santo Ovídio, com todas as suas potencialidades, tem, ao longo dos anos, sofrido graves agressões, quase sempre, sob a passividade dos responsáveis que nada de significativo fizeram para a valorização de um dos mais antigos testemunhos da história fafense, mesmo às portas da cidade.

SANTO OVÍDIO 3.jpg

Aquela fábrica jamais deveria existir naquele local. Os protestos dos moradores não tiveram consequências positivas. A resposta dos decisores foi, alegadamente, autorizar o alargamento da poluidora unidade fabril, agravando, ainda mais, a qualidade de vida de quem ali habita!

Quanto às ruínas, com o crescente agravamento do seu estado de conservação, mais vale proceder ao seu “enterramento”, escondendo-as sob terra, de onde nunca deveriam ter saído, atendendo ao seu malfadado destino. Cubram-se de uma vez as vergonhas e preservem-se os "restos mortais" das ruínas em “sepulcro”, até ao dia em que os detentores dos poderes valorizem realmente o nosso património arqueológico. 

SANTO_OV_DIO_2.jpg

Fotos: Janeiro de 2015

 

publicado por blogmontelongo às 18:00
08
Nov 14

Opinião de Pedro Miguel Sousa no seu blog:

 

O concurso duvidoso mas que vai mudar a forma de atuar na Cultura, no Turismo e Lazer em Fafe

O conhecimento é a alavanca para o sucesso. Sabemos bem que as mentes menos conhecedoras tentam a todo o custo desclassificar os mais estudados e até afirmar que um funcionário sabe mais do que o engenheiro. É bem verdade que o funcionário até pode saber mexer melhor na máquina, mas não conhece, a não ser que seja curiosos e autodidata, as razões pelas quais a máquina está a funcionar. Nem o material ou pelo menos a transformação necessária até ao produto final.

Tudo isto vem a propósito do concurso lançado pelo Município Fafense, que deu alguma polémica, em que a entidade vencedora (Naturfafe) ganhou tendo um orçamento de 52 000 euros a mais do que a concorrente (Contact Waves).

Penso já o ter dito, mas nunca é demais reforçar, pois não tenho qualquer participação em qualquer das entidades. O que me faz analisar este assunto prende-se simplesmente com uma questão de ordem cívica e porque também não posso aceitar que o dinheiro dos meus impostos possa ser utilizado de qualquer forma.

Como estava à espera, não obtive qualquer resposta por parte da Naturfafe ao mail que lhe enviei a solicitar o projeto. Afinal, é um procedimento tão natural da entidade como me foi dito por um dos elementos que compõem a gestão. Já da Contactwaves recebi três documentos: Memória descritiva do modelo de funcionamento proposto; Memória descritiva relativa à promoção de equipamentos municipais; Lista dos responsáveis e qualificação profissional dos recursos humanos.

Neste sentido, depois de me debruçar sobre estes três documentos posso concluir, desde já, que há um conhecimento sobre o território fafense e que as propostas estão todas enquadradas, ainda que as atividades pudessem ser sempre alvo de alterações e carecessem de constantes avaliações, mas isto é um procedimento natural na conceção e produção  dos projetos. Reparei que há sempre uma preocupação em dar a oportunidade às atividades do Município (Propõe-se para a dinamização e promoção do Teatro Cinema/Pavilhão Multiusos de Fafe/Parque de Campismo/Escola de Transito de Fafe/Museus, sempre que o calendário da programação da Câmara Municipal de Fafe permita,) e só depois é que aparecem as propostas da Contacwaves para cada espaço.

No que se refere à gestão dos espaços e dos próprios Recursos Humanos, esta empresa socorreu-se de gente com habilitações profissionais para cada área. A massa crítica está bem pensada, porque para cada área é necessário gente capaz de conhecer cientificamente as exigências do lugar que irão ocupar.

 

 

 

CONCLUSÕES:

Ainda que haja quem afirme que às entidades concorrentes não tenha sido pedido a promoção de atividades, o certo é que esta que me enviou os documentos (Contactwaves) consegue dar primazia à autarquia, sem qualquer problema, e ainda tem um leque de ofertas para tornar os espaços mortos em locais de atividade constante. E, ao que sabemos, com um valor bem mais barato. Os Recursos Humanos propostos têm habilitações capazes, o que nem sempre aconteceu e os resultados foram anos de marasmo puro.

Seja como for, há um problema efetivo que a Autarquia Fafense vai ter que resolver e, muito sinceramente, as razões invocadas para atribuir o concurso à Naturfafe não servem!

Este concurso foi só o primeiro. Começo a acreditar que não haverá mais nenhum. A solução passará pela retoma dos equipamentos e sua gestão por parte da Câmara. É um assunto polémico e a autarquia já se apercebeu que vem aí gente capaz de pegar no que antes estava só confinado aos amigos da câmara. Os jovens estão vivos. Estão preparados e com formações superiores. Se até aqui se pensava que só os políticos é que sabiam, hoje todos sabemos que os políticos estão desacreditados.

 

Já há muito tempo que falei na necessidade de uma revolução cultural. Entendem agora do que eu falava? Ela está aí… e a minha missão por estas bandas está terminada. Agora vou participar nessa revolução, o caminho está aberto… vemo-nos nas atividades!

publicado por blogmontelongo às 18:00
05
Jul 14

A resposta de Moncho Rodriguez (publicada no Notícias de Fafe) às críticas de Parcídio Summavielle:

 

O Sr. Vereador Parcídio Summavielle, sem nunca ter ido a um espetáculo organizado pela plataforma Fafe cidade das Artes, na cidade ou nas freguesias, sem nunca ter participado num workshop ou numa oficina, num encontro ou em qualquer outra das múltiplas atividades que todas as semanas produzimos, proferiu declarações que são ofensivas e demonstram ignorância quanto ao projeto e quanto às pessoas que nele colaboram, onde eu me incluo.

 

Diz o Sr. Vereador Parcídio Summavielle, que "Moncho Rodriguez não é bom para Fafe", que o projecto Fafe cidade das Artes tem "maus resultados" e que "seca tudo à volta".

 

Então temos que perguntar:

1- É mau para Fafe, desenvolver trabalhos artísticos e culturais com a comunidade feminina de Antime, na recuperação de memórias e tradições?

2- É mau para Fafe, desenvolver projectos culturais com os grupos de teatro de Arões, Travassós, Ara do Bugio, e ainda colaborar com a formação de novos grupos?

3- É mau para Fafe, desenvolver sistematicamente oficinas de expressão dramática para as crianças e jovens do bairro da Cumieira, IPSS como a Cercifaf, Santa Casa da Misericórdia, Associação Sentir de Arões, entre muitas outras?

4- É mau para Fafe ter um projeto com atores profissionais a trabalhar com diversas associação, coletividades e grupos do concelho, como o grupos de Cepães, Regadas, S. Miguel do Monte, Silvares, Arões, Antime e até o IESF?

5- É mau para Fafe ter um plano com mais de 40 espetáculos, apresentados nas escolas, três vezes por semana, e que levou o teatro a milhares de crianças?

6- É mau para Fafe, ter um projeto que se liga à rede de bibliotecas, colaborando com os professores e ainda organizar com eles, em Fafe, o I Encontro Pedagógico do Teatro para a Infância e juventude eoutros programas de apoio a estágios e formação específica?

7- É mau para Fafe, trazer um encontro de Palhaços do Mundo que captou a atenção de tanta gente e da imprensa regional e nacional?

8- É mau para Fafe, ter espetáculos com atores amadores de grande qualidade e atores profissionais que partilham experiências e que juntos constroem cultura e procuram preservar a identidade?

9- É mau para Fafe, ter diversos espetáculos no teatro cinema e na rua de grande qualidade com atores de renome nacional e internacional?

10-É mau para Fafe, criar oportunidades para os alunos de música e de dança de Fafe, que chegaram inclusive a mostrar o seu talento no Brasil e em Espanha?

11-É mau para Fafe, sem quaisquer custos para o Município, receber músicos, coreógrafos, bailarinos, atores e até diretores de teatro, do Brasil e de Espanha em residências artísticas únicas a trabalhar com a comunidade?

12-É mau para Fafe manter um programa de teatro para infância e juventude que foi visitado por mais de 6.000 espectador?

13-É mau para Fafe encenações de clebrações teatrais com mais de 200 participantes de diferentes freguesias, que repartem a cena num intercãmbio de saberes com profissionais e amadores?

14-É mau para Fafe ter um grupo permanente de profissionais a colaborarem em todas as ações de formação artística, nas mais diversas instituições, para as quais são solicitados continuamente?

 

Se tudo isto é mau para Fafe, o Sr. Vereador Parcidio Summavielle, pela responsabilidade política que tanto quer alcançar, deve mostrar-nos qual o caminho e as directrizes para a implantação de um programa que possa gerar um movimento de cultura e arte popular, onde se preserve a tradição e se possa construir o contemporâneo, e não valerá a pena encaminhar-nos para o seu programa eleitoral.

Infelizmente no programa eleitoral do movimento IPF do Sr. Vereador, sobre cultura artística, em 14 pontos só existem 2 propostas, que são precisamente o que a plataforma Cidade das Artes está, também, a realizar.

 

Não será irresponsável falar do que não se quer ver, nem ouvir e de quem não se conhece? O Sr. Vereador afirmou que "nunca viu um espetáculo produzido por Fafe Cidade das Artes nem por Moncho Rodriguez, nunca participou em nenhuma ação promovida por este projeto" e ainda conlcuiu dizendo que: "Não emprenha pelos ouvidos..." se não vê nem escuta, onde fundamenta as suas acusações? Ou é que andamos a falar só para maldizer?

Para se falar de cultura é preciso não a misturar com politiquice, estar presente, participar e contribuir, só assim temos o direito de criticar, analisar ou poropor. Cultura faz-se somando e não dividindo nem excluindo. Faz-se com propostas sérias, objectivas, que sensibilizem e elevem sem a ninguém insultar.

Para quem pensa que a cultura é cara, experimente conviver com a ignorância.

publicado por blogmontelongo às 18:00
29
Jun 14

Ricardo Gonçalves, no seu Por Outro Lado:
Nos últimos dias, os media têm trazido a público um novo ataque dos IPF ao projecto Fafe Cidade das Artes, em geral, e a Moncho Rodriguez, em particular.
Francamente, do que li e ouvi, não fui capaz de retirar uma razão objectiva para a oposição dos IPF e de Parcidio Summavielle. Tirando a parte do FCA ser um projecto pago pelo município. Criticas à valia do projecto, à sua dimensão artística, técnica ou pedagógica, não captei.
Pela informação que tenho, instituições como a Coopfafe e o ACR de Fornelos, instituições dirigidas por vereadores deste movimento político, foram (ainda são?) receptoras de acções incluídas neste projecto artístico. E muito bem, em minha opinião.
No entanto, a ser verdade que essa colaboração existiu, tenho alguma dificuldade em aceitar esta postura dos vereadores dos IPF e do seu líder (particularmente agressivo nas últimas intervenções). Claro que todos temos direito a elogiar ou criticar esta ou aquela ideia desde que mantenhamos a coerência.
Pelo lado da maioria que governa a Câmara gostei da postura ponderada que mostraram, quer o vereador Eugénio Marinho, quer o presidente Raul Cunha. Também apreciei o estilo do vereador Parcídio Sumavielle (até pelo discurso desempoeirado e casual que utilizou). Só pedia que fosse coerente entre as palavras e a acção. Repito que tem todo o direito a discordar do projecto e concordo que se faça uma avaliação rigorosa da sua valia. 
Nessa discussão participarei com todo o gosto.

 

 

Fafe, Cidade das Artes

 

Declarações de Parcídio Summavielle à FafeTV:

 

"O Sr. Moncho Rodrigues não é a melhor solução para a Cultura em Fafe, nem em lado nenhum."

 

"O que sucede é que nós temos muita gente que dá para o 'peditório da cultura' sem nenhum interessse, sem ter nenhum vencimento. Nós fomos buscar um conjunto de pessoas que são remuneradas, que são profissionais, que depois montam os seus espetáculos e as suas iniciativas, com a participação dos outros. Temos pessoas que dão o seu contributo de forma generosa e outras que têm como actividade profissional, o seu ganha pão, a mesma actividade."

 

 

Declarações de Eugénio Marinho à FafeTV:

 

"É preciso ser criativo, envolver as nossas colectividades. É preciso também trazer realmente alguém de fora."

"O projecto Cidade das Artes tem coisas boas e coisas más. É como tudo na vida."

 

 

Declarações de Raúl Cunha à FafeTV:

 

"A utilidade que eu entendo para o projecto Fafe - Cidade das Artes tem a ver com a partilha e com o trabalho conjunto de profissionais residentes com os grupos, as associações, as colectividades amadoras."

"Nós estamos disponíveis para fazer uma avaliação justa."

"Isto é um investimento na cultura."

 

 

 

Pedro Miguel Sousa, no seu blog pessoal (em Abril):

 

Ainda me lembro dos artigos que fui escrevendo no Jornal Povo de Fafe e que depois publicava neste espaço onde abordava a necessidade de uma intervenção artística em Fafe mais arrojada. Nessa altura, fiz questão de realçar que ‘Fafe tem programação mas não tem produção’. Os mais hábeis nestas andanças sabem bem a que me refiro e o certo é que, depois de comentários e troca de impressões na blogosfera fafense, a autarquia fafense celebrou um contrato (agora renovado) para um projeto de dinamização artística

Há muitas considerações a fazer sobre a produção e programação cultural em Fafe, não que esteja mal, até porque já o escrevi várias vezes que esse é o caminho, mas há ajustes a fazer e, desculpem a minha teimosia, mas eu considero Fafe o concelho e não os míseros metros dentro da cidade. Viram o Rali? Pois, aí chama-se Serras de Fafe e que lindas que elas são… viram esse espetáculo de espetadores? É a isso que me refiro… um dia destes falamos melhor!

 

 

 

Ricardo Gonçalves, no seu Por Outro Lado (em Março):

 

Sou, desde a primeira hora, um entusiasta do Fafe - Cidade das Artes. Neste espaço já abordei o tema com referências elogiosas e disso não me arrependo nem me retracto. Mantenho tudo o que disse.
Regresso ao tema, em forma de alerta, porque me têm chegado aos ouvidos alguns comentários menos positivos sobre projecto. 

Desde logo algum mal-estar com algumas associações do concelho que não se sentem valorizadas na sua participação, que não têm acolhimento para as suas ideias e projectos, que ficam escondidas ou subalternizadas atrás de um projecto profissional.

Começo a notar um "divórcio" entre a população e a ideia, algo a que não será estranha a polémica sobre o custo do Fafe - Cidade das Artes que, segundo a oposição personificada pelos Independentes Por Fafe, não é, apenas, de cerca de 50.000€ porque essa verba representa os custos directos do protocolo. Outra parcela relativa a custos de produção e promoção de espectáculos, utilização de espaços e outros meios não estão reflectidos nessa "factura".

A este facto não será, também, alheia alguma opinião  "intoxicada" (uma bem-intencionada, outra nem por isso) que tem vindo a fechar o projecto num círculo cada vez mais apertado de apoiantes.
Desde logo, acredito que o próprio PSD (representado no executivo) não se sinta muito cómodo a apoiar esta proposta e será que mesmo dentro do PS não haverá oposição à continuação do Fafe - Cidade das Artes? Quase aposto que sim.

A última polémica envolve a FafeTV, impedida de filmar a celebração do Dia Mundial do Teatro. Não querendo apressar-me a dizer quem está certo ou quem está errado, até porque não possuo toda a informação, apetece-me dizer que mais importante do que aquilo que dizemos é a forma como o dizemos e parece-me fundamental uma nova forma de comunicar por parte do Fafe - Cidade das Artes sob pena de se perder, irremediavelmente, a ligação com a comunidade.

Uma última nota para manifestar profunda discordância com a cobrança de bilhetes nesse espectáculo comemorativo, independentemente do destinatário da receita que, confesso, não consegui saber quem era.

 

 

Facebook do Cidade das Artes: https://www.facebook.com/pages/Fafe-Cidade-das-Artes/614576955234952

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