BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
13
Jan 18

Opinião de Carlos Rui Abreu, director-adjunto do jornal Notícias de Fafe:

 

     Os últimos meses de 2017 revelaram-nos um novo cenário político em Fafe. Quando se fizer a história da democracia no concelho, o ano que agora findou será sempre estudado como o mais inusitado de todos. Um carrossel de trocas e baldrocas que culminou com um executivo municipal sem maioria absoluta e uma Assembleia Municipal liderada por aqueles que são oposição no executivo.

     Ou seja, tudo é novo para os políticos locais que não estavam habituadas a estas areias movediças na hora de decidir sobre o dia-a-dia dos fafenses.

     Com este cenário, como é óbvio, aumenta a fiscalização ao poder por parte da oposição, o escrutínio é maior e os cuidados de quem governa têm, também de ser redobrados.

     Serve isto para lançar um alerta sobre o que se tem passado nos primeiros dois meses e meio da organização política da Câmara.

     Nunca em tão pouco tempo tinha havido o recurso a tantas reuniões extraordinárias do executivo municipal. Saiba o leitor que, numa reunião extraordinária, se reúne à porta fechada, sem acesso ao público e à comunicação social. A própria oposição fica limitada à discussão dos pontos da reunião e não pode introduizr novos temas.

transparência camara fafe

     No passado, havia a prática de apenas se realizar de forma extraordinária as reuniões sobre a discussão do orçamento. Também aqui levantava algumas dúvidas quanto à eficácia da medida mas sabia-se que era assim.

     Agora não.

     Mas afinal o que querem discutir os políticos da praça, o que quer o presidente da Câmara colocar à análise dos seus pares no executivo que os fafenses não possam saber?

     Não foram os fafenses que elegeram os seus representantes? Não terão os fafenses, através da comunicação social, o direito de saber o que discutem os vereadores?

     O que há para esconder quando se reúne à porta fechada?

     São estas atitudes que adensam a supeição sobre algumas práticas que vão sendo correntes e que, aqui e ali, se vão sabendo em público.

     São os dirigentes políticos actuais que 'patrocinam' estas reuniões sobre o futuro do povo mas às escondidas do povo e que, lá para Abril, andarão de cravo na lapela a dar loas à Liberdade e aos valores da Revolução.

     Um povo esclarecido é um povo informado.

     Nós lutaremos sempre para que os fafenses sejam esclarecidos.



publicado por blogmontelongo às 18:00
11
Jun 16

Opinião de Luís Carvalho, Vogal da Comissão e Director de Comunicação PSD Fafe, publicada no jornal Povo de Fafe:

 

Foram recentemente anunciadas, com pompa e circunstância, 255 medidas para facilitar a vida dos portugueses pelo governo socialista.

E a Câmara Municipal da Fafe? Onde fica no meio desta revolução? Nem a meio caminho... o que interessaria aos fafenses seria uma máquina desmaterializada, onde se pudesse respirar transparência na sua actuação, ao mesmo tempo que se assegurasse tramitações eficientes dos pedidos e processos.

Chegou-se ao cúmulo de pedir custas no acesso a informação devida aos membros da Assembleia Municipal, mas mais relevante e preocupante continua a ser o funcionamento no atendimento de simples pedidos dos munícipes nos serviços camarários. De entre estes destacaria um modus operandi com mais de 20 anos reservado aos processos de urbanismo, que atrofia os serviços e se constitui, em si mesmo, como um entrave ao desenvolvimento de Fafe.

Como explicar que quase todos os processos em Tribunais, Finanças, receitas médicas do Serviço Nacional de Saúde, entre inúmeros outros, possam estar automaticamente disponíveis à distância de um clique, mas que na Câmara de Fafe ainda se tropece em amontoados de papéis. Problemas de entrada e no acesso aos processos, dificuldades de vária ordem que não deverão certamente ser assacadas aos funcionários que trabalham com as ferramentas que têm, mas à inércia na implementação de medidas há muito devidas.

Será que a dimensão da nossa Câmara é de tal ordem que ainda não se descobriu como desmaterializar estes processos? Será que não existem financiamentos para suportar este processo de modernização?

Tenho no entanto uma convicção: após conclusão com sucesso da aprovação do novo PDM, se o Dr. Eugénio Marinho tivesse essa dimensão de actuação no seu pelouro já não estaríamos neste estado retrógrado.

Enquanto isso os serviços camarários continuam a requerer a nossa presença física e grande parte da nossa paciência. Um Simplex para Fafe por favor!

Luis PSD Fafe

 



publicado por blogmontelongo às 18:00
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