BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
10
Jun 17

Opinião de Gil Soares no seu facebook:

 

Uma IDEIA para Fafe:

-Porque não, numa rotunda (por ex:saída da Auto-Estrada), termos uma escultura sobre Fafe e o Rally?

Seria uma homenagem à Capital do Rally...ao coração do Rally!

|...certo que também deveríamos ter uma dedicada à Justiça de Fafe, entre outros, mas esta é uma marca ( inter) nacional |

fafe rali

 

 

 

 



publicado por blogmontelongo às 18:00
31
Mai 17

Opinião de Elsa Lima, directora do jornal Notícias de Fafe:

 

     A festa está bonita, por estas bandas. E não me refiro só às Feiras Francas.

     Mas começando por aqui, é evidente que foi um sucesso a edição desta ano em que o Município voltou a apostar, e a meu ver bem, no Parque da Cidade, como recinto para receber o evento. Embora o tempo não tenha ajudado nos primeiros dias,a adesão foi em massa e o programa, simples, na génese, e de encontro à tradição, revela-se uma boa aposta, sem grande necessidade de alterações ou novidades.

     Num recinto agradável ao ar livre, é feliz a ideia da praça dos petiscos, proporcionando um ponto de convívio entre amigos e familiares, que saem de casa para desfrutar das festas da terra, próximo dos divertimentos para as crianças e da animação musical, no essencial popular e animada, como pedem este tipo de eventos. Foi também evidente, este ano, uma maior adesão da juventude, o que é de saudar, também, despertando um bairrismo saudável, em redor das festas da terra, que se vão assim adaptando aos novos tempos, mantendo a vitalidade.

     Repetiram-se os números obrigatórios, que arrastaram à cidade milhares de pessoas, e a Feira Rural, embora mais pobre, e longe ainda da vitalidade que teve no início, foi também um ponto de interesse, e de visita. Penso que no essencial, o Município esteve à altura da organização do evento, a exemplos de outros que tem vindo a realizar, destacando-se na capacidade demonstrada para as festas, uma marca deste mandato. E neste campo os fafenses não se podem queixar. Sem deixar cair a bola no chão, fecham as Feiras Francas e os holofotes viram-se para as serras de Fafe que serão palco do WRC Vodafone Rally de Portugal. Não tarda nada, chegarão também as Festas da Nossa Senhora de Antime e depois o Festival da Vitela para animar a malta porque de tristezas está o mundo cheio. Raul Cunha gasta assim os últimos cartuchos no último ano de mandato com muitas obras anunciadas, cujo arranque aprece estar a ser guardado também para os meses finais, num convite à continuidade. Por outro lado, Antero Barbosa já avançou para o terreno com a sua candidatura independente, no propósito de não facilitar a vida ao candidato que foi escolhido pela direção do partido que não rejeita, ma que tem agora de afrontar. Assim, andou também pela festa, ao lado de José Ribeiro, que é ainda o líder do PS local, e se recusa a deixar o cargo, de Vitor Moreira e Helena Lemos que são ainda vereadores do PS no executivo liderado por Raul Cunha, mas 'pedem votos' para Antero, e de autarcas locais em exercício, eleitos com o apoio do PS, mas que estão em campanha por Antero. Assim, vai reinando a confusão entre festas e foguetes, permanecendo a dúvida sobre que vai lançar as girandolas finais, a 1 de Outubro.

     Bom...mas para já o que interessa é ver passar o rali, e que Fafe fique bem nas fotografias e na TV, com a casa, aparentemente arrumada, e depois, o mais certo, é que os tempos sejam de limpeza e de esclarecimento.

 

Foto: Município de Fafe



publicado por blogmontelongo às 18:00
01
Jun 16

Opinião de Carlos Afonso publicada no jornal Expresso de Fafe:

 

FAFE COM VIDA é uma verdade sincera e definidora de todo um Minho verde, sincero, airoso, afetuoso e repleto de esperança. E é por isso mesmo que Fafe também CONVIDA a ficar. Ao longo dos anos que tenho vivido momentos de eleição nestas paragens minhotas. O seu povo é amigo, amante das tradições, repleto de memórias e, igualmente, atento a um futuro que é preciso construir. Não admira por isso que a minha existência já não queira daqui sair. Lembro-me como se fosse hoje, aquela tarde a abril, na primeira vez que fui a Aboim, aldeia natal da minha esposa, quando o falecido Sr. Lagoas me disse:

 

- O amigo vem de longe, mas daqui já não sai. Vê-se nos seus olhos que está muito radioso.

 

Tinha razão o meu amigo de Aboim. Para além da vida de professor que me sustenta, assim como os meus afazeres de marido e pai, sempre gostei, e gosto, de me espraiar pelos lugares de desenham o concelho de Fafe. Olhar os sítios, escutar as vozes, tocar os hábitos, sentir os anseios e viver a cultura fazem parte da minha realidade como pessoa.

Se muito aprendi, igualmente alguns horizontes ajudei a abrir. E é nesta abrangência, que esboça as linhas que nos apegam ao mundo em que vivemos, que nos levam a nunca desistir. Para isso lá se encarregará a morte, ou algum dos seus mensageiros.

Uma das verdades absolutas em que tenho tropeçado neste longo percurso por estas bandas é a fartura e variedade de acontecimentos que se nos mostram a todo o momento. Seja a paisagem, ou as gentes, ou a cultura, ou a história, ou a música, ou o desporto, Fafe é uma verdadeira abrangência. Que terra tão farta e com tanta vida!

 

Focando-me num exemplo que, no meu entendimento, pode esclarecer o que acabei de expor, peço a atenção do leitor para o fim de semana de 20, 21 e 22 de maio de 2016.

Quem esteve minimamente atento a tudo o que pelas terras de Fafe aconteceu, vai com certeza concordar comigo. Sem querer ser intencional no meu ponto de partir, falo do rali. Quem não se apercebeu do rali, que por aqui tem a sua real catedral. Milhares e milhares de pessoas deixaram para trás o conforto do lar e rumaram às serras de Fafe. O espetáculo e a moção foram garantidos.

 

E a literatura? Também ela se fez evidenciar. Na Escola Secundária de Fafe e na Biblioteca Municipal aconteceram os Encontros Literários de Fafe/2016, organizados pelo

Núcleo de Artes e Letras de Fafe, em que alunos, professores, escritores, pintores, analistas culturais e muitos outros criadores estiveram presentes. É bom ver a forma como as estantes literárias desta Sala de Visitas do Minho se ornamentam.

 

E o Teatro? Mais uma edição do “FAFENCENA”, promovido pelo Teatro Vitrine do Grupo Cultural e Recreativo Nun’Álvares, foi apresentada.

 

Ficam aqui apenas três amostras do que de muito se construiu em Fafe, apenas em três dias, levando a que um presente, envolto em passado e em futuro, se destaque. Para terminar, é importante que a nossa terra, Fafe, continue com vida, continue a caminhar na direção certa, numa busca permanente de que o Minho precisa, e que todos nós ansiamos.

 

Carlos Afonso Fafe



publicado por blogmontelongo às 18:00
16
Mar 16

Opinião de Carlos Rui Abreu, director-adjunto do jornal Notícias de Fafe:

 

Sábado, cinco de Março de 2016. Cerca das 16 horas fui à Praça 25 de Abril para assistir à chegada dos corredores da categoria de cadetes que participavam no Prémio Cidade de Fafe em ciclismo. De máquina fotográfica em punho, com a 'camisola' deste semanário vestida, fui interpelado por uma senhora muito simpática mas cuja pronúncia nos remetia para outras latitudes. "Boa tarde. É jornalista?", atirou ela. "Sim, do jornal Notícias de Fafe, o único semanário cá da terra", respondi eu. "Sabe, têm aqui uma cidade muito bonita. Fiz quase 400 quilómetros para ver os nossos miúdos no ciclismo e, como nunca tinha vindo a Fafe, aproveitei para conhecer melhor". Fiquei a perceber que a senhora era da região da Grande Lisboa e que tinha vindo ver o folho participar na corrida de ciclismo.

Premio Cidade Fafe Ciclismo

 "E então, está a gostar?", perguntei. "A cidade é bonita, parece bastante organizada aqui no centro, um largo amplo e airoso, onde deu prazer passear. Almoçamos muito bem mas depois do almoço ficamos desiludidos". Será que tinham sido mal servidos no restaurante, a comida não estava em condições. Não, a desilusão desta visitante não passava por aí. "Fomos ali a um sítio que nos indicaram como Casa da Cultura, que tinha um Museu da Imprensa e da Emigração, mas estava fechado. Como também conhecíamos a fama de Fafe como terra da justiça fomos ver a tal estátua de que já me tinham falado, mas olhe que ela está muito escondida e para ser o vosso símbolo está muito mal aproveitada. Ainda continuamos a passear pelo centro mas as lojas estavam todas fechadas e só se viam cafés e pastelarias abertos. É sempre assim, tudo tão parado e sem gente?" Por momentos ainda hesitei na resposta. Dizia a verdade e afugentava uma possível futura turista na cidade ou tentava arranjar uma desculpa. Em defesa de Fafe optei pela segunda: "Não. Nem sempre é assim. Hoje realiza-se aqui um rali importante e as pessoas foram mais para a zona da serra e a cidade parece meia abandonada." Perspicaz, a minha interlocutora de imediato retorquiu: "Um rali hoje!? Ao mesmo tempo que o ciclismo!? Então é por isso que não está aqui quase ninguém a ver a prova, deveriam fazer as coisas em datas diferentes para não estragarem as organizações uns dos outros".

Pois, esta visitante de ocasião tem razão. Organizam-se eventos, alguns deles sobrepostos, atraem-se pessoas a Fafe mas depois não se consegue oferecer mais do que um almoço e, pela tarde uma meia de leite e um croissant.

É essencial que as pessoas que visitam Fafe levem outra imagem. Não fechem a cidade ao fim-de-semana.



publicado por blogmontelongo às 18:00
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Obrigada "h" pela atenção. Já se corrigiu o erro.
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