BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
05
Mar 16

Opinião de Pompeu Martins, vereador do PS na Câmara Municipal de Fafe, em entrevista no jornal Notícias de Fafe:

 

Em 2015, por exemplo, tivemos com a intervenção directa da Câmara cerca de 140 eventos o que é algo muito forte. Está a ser um mandato intenso, mas de grande proximidade com as pessoas e com as organizações. Há problemas que acontecem nas associações que eu enquanto vereador sei primeiro que alguns membros da direcção porque sabem que têm as portas abertas para poder falar comigo. Isso deixa-me feliz que é sinal de que há confiança com a Câmara e que nos vêem como um parceiro.

Sem comunicação as pessoas não adivinham que existem atractivos numa terra e portanto começamos logo por aí. Criamos uma revista a 'Descubra Fafe' que distribuimos cá e fora, está no aeroporto, por exemplo, e por outro lado, os conteúdos desta revista vão estando ligados também a uma novidade que são as lojas de turismo interactvo. Percebemos que era importante agarrar naquilo que era uma marca ao longo da história do nosso concelho, a Vitela Assada à Moda de Fafe, a Justiça de Fafe e na vertente desportiva o rali. Daí termos feito o Festival da Vitela Assada à moda de Fafe que tem sido um sucesso crescente. E por outro lado no que diz respeito à Justiça de Fafe, às vezes mal interpretada, surgiu o ‘Terra Justa’ que é um evento que veio para ficar e teve uma projecção enorme, a nível nacional. Começou por ser uma coisa grande, mas pode-se transformar numa coisa enorme assim haja condições. O sonho é dar essa centralidade da discussão das grandes causas dos nossos tempos e do valor da humanidade a Fafe, uma vez que é a Terra da Justiça.

 

Estamos a falar de uma valor elevado para o projecto Fafe Cidade das Artes que existe para ajudar e para colaborar com as associações e com os cidadãos. Não é propriamente uma associação fechada em si própria que tem um subsídio muito alto. Este projecto existe para apoiar os projectos das nossas associações e não para lhes fazer concorrência. No dia em que uma associação precise e não tenha o apoio do projecto seja para ajudar a conceber figurinos, para ter ali alguma formação na área da encenação, quando isso não acontecer, eu tenho que saber porque corrige-se imediatamente. Creio que nunca aconteceu.

Nós temos em Fafe um universo de pessoas com interesse na participação, seja cultural, seja desportiva, extraordinária. E está a acontecer uma outra coisa que eu aplaudo que é o trabalho em conjunto das associações. Está cada vez melhor. Temos eventos em que as colectividades se unem e fazem coisas muito boas.

Os museus vão sofrer uma nova configuração. Estamos a trabalhar numa reprogramação que vai mexer com horários, a dinâmica e a forma como são apresentados. Miguel Monteiro foi quem pensou esta lógica do museu central com vários núcleos e é um bocadinho nessa linha que vamos, termos uma narrativa que conte uma história, que afinidade existe entre os diferentes polos que existem no concelho e como é que as pessoas vivem uma experiência em que possamos construir um serviço educativo em torno dos museus.

O Plano Estratégico para o Desporto está em fase de conclusão do diagnóstico. Nos próximos meses vão devolver a quem nele participou os resultados para trocar ideias e explicar o processo e logo a seguir produzirem o documento que se pretende que ajude a perceber o que é que os agentes desportivos sentem como necessidade, como oportunidade, para o desenvolvimento do seu próprio trabalho. Perceber a afluência, o uso dos equipamentos, a saturação, se são precisos novos ou requalificar. A par do plano estratégico temos a Carta Desportiva Concelhia que vai permitir saber quem são as associações que têm  determinadas infra-estruturas até para que possa haver intercâmbio e um uso mais racionalizado.

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Efectivamente enquanto que no Estádio Municipal temos tido condições para receber as pessoas que vêm assistir aos jogos, tem havido capacidade, nos seu três campos, de ter as diferentes áreas de formação, na Piscina Municipal o que existe é uma constatação que não chega para as encomenda, daí que se justifica de facto pensar em construir uma nova piscina. Estamos a arranjar a forma mais rentável para o município para fazer esse projecto que será de elevado investimento. A mesma questão se levanta com a prática do ténis porque não temos campos cobertos. Como faz falta outro pavilhão gimnodesportivo porque todos os que existem, sejam privados ou públicos, estão a rebentar pelas costuras...

 

Raul Cunha está a ser um presidente de Câmara com uma visão sobre o desenvolvimento concelhio extraordinária. Tem uma coragem política que eu considero rara. Tem um nível de cosmopolitismo que já não via há mais de 100 anos e uma sensibilidade social muito apurada, e de justiça. Tendo estas características todas naturalmente que faz com que de facto, não só para nós que trabalhamos directamente com ele, mas para os fafenses, tenha sido uma surpresa enorme, positiva.
 
Estarei sempre ao lado do Dr. Raul em qualquer cenário porque entendo que é uma questão de justiça pelo esforço enorme e dedicação que tem tido a abraçar esta causa que, como todos sabem, não precisava minimamente de ter esta missão, aceitou e esta a faze-lo com elevado grau de dignidade e de entrega.

publicado por blogmontelongo às 18:00
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