BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
06
Mai 17

Opinião de Carlos Rui Abreu, director-adjunto do Notícias de Fafe:

 

     Decorreu na semana passada a terceira edição do Terra Justa. Desde o início fui crítico quanto ao modelo, ao alcance do evento e ao seu custo. Nas duas primeiras edições, com o entusiasmo próprio de quem organiza uma coisa nova, é natural que os responsáveis estivessem embebecidos pela ideia e não permitissem sequer que alguém ousasse por em causa o que quer que seja.

     Ao fim da terceira edição há factos que são indesmentíveis. Na minha opinião a ideia é boa mas está mal planeada. Nos últimos três anos é indesmentível o valor de quase todos os palestrantes convidados. Gente com belos percursos de vida, com experiências por partilhar e que os fafenses teriam por certo muito a ganhar em ouvir.

     Mas a própria organização 'impede' que assim seja. Senão vejamos:

     O evento tem-se concentrado em dias de semana, normalmente de terça a sábado em horário marcadamente laboral e com acções contínuas. Começam normalmente às 10/11 horas da manhã e terminam perto da meia-noite com pouco tempo de intervalo. Ainda nesta edição me pude aperceber que as actividades que decorrem durante o dia têm uma adesão diminuta e em alguns casos, retirando da sala o staff organizativo e os políticos ficam duas ou três pesssoas.

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      Muito pouco para ouvir tão ilustres interveninentes. Quem quiser acompanhar com atenção o Terra Justa ou está desempregado, reformado ou tem de tirar férias. Nós próprios, aqui no Notícias de Fafe, fizemos do evento o acompanhamento possível porque não conseguimos destacar um profissional para estar de manhã à noite durante cinco dias em permanência.

     O próprio Raul Cunha admitiu, publicamente, que há aspectos no formato a rever.

     Queria deixar aqui um contributo para a discussão. Se Fafe quer ser mesmo uma Terra Justa durante todo o ano e não apenas em cinco dias, podia estender-se o conceito durante os doze meses. Porque não criar um dia certo, tipo o primeiro sábado de cada mês, convidar uma dessas personalidades à vez e não quase todas ao mesmo tempo, e durante todo o dia promover o debate. Com uma conversa de café, com a sessão de homenagem no Teatro-Cinema, etc.. Os fafenses iriam aproveitar melhor a presença dessas personalidades, iriam 'beber' dessas experiências e o impacto junto da comunidade local seria bem maior.

     Mas claro que tudo isto é apenas uma ideia de quem está fora da máquina organizativa, que olha para o evento como fafense que também gostaria de assistir às iniciativas com maior frequência. Também não sou ingénuo e sei que isto é um negócio, que custa ao cofre dos fafenses mais de 100 mil euros, e que a alteração do modelo poderia por em causa. É bom lembrar que este é um modelo replicado de outras cidades onde o Terra Justa surge com outras roupagens, como por exemplo o Escritaria, em Penafiel, ou o Plast&Cine, em Bragança.

     Os eventos feitos em Fafe devem estar ao alcance dos fafenses e não apenas pelo ecrã da TV.


publicado por blogmontelongo às 18:00
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