BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
25
Out 17

Opinião de Elsa Lima, directora do jornal Notícias de Fafe:

 

     Desta vez não haverá 'geringonça' em Fafe.

     O PS vai governar em minoria na Câmara de Fafe, falhadas que estarão alegadas tentativas de entendimento com a Coligação Unidos a Fafe e com o Movimento Fafe Sempre, para garantir a 'estabilidade' da governação da autarquia.

     Desta vez, ao contrário do cenário de há quatro anos, a oposição não se revelou disponível para ouvir propostas no executivo para a atribuição de pelouros a tempo inteiro, negociar competências ou a participação na elaboração do orçamento do município.

     Ora, uma postura que leva Raul Cunha a ter de assumir uma gestão do município, em minoria, através de 'acordos pontuais' com os vereadores. Uma nova forma de governação em Fafe que suscita dúvidas e interrogações. Não será a primeira Câmara a fazê-lo. Há muita curiosidade em ver como corre a té que ponto os eleitos estão dispostos a governar de forma construtiva, com os interesses de Fafe em primeiro lugar.

     Raul Cunha que passou a campanha a apelar à maioria não conseguiu uma resposta à altura do eleitorado e prepara-se para 'navegar à vista', sabendo de antemão que o navio poderá encalhar aqui e ali, necessitando de ser criativo a de tirar partido do seu reconhecido poder de negociação e de gerar consensos com a oposição, que promete estar mais activa do que nunca.

     Não há dúvida que se estreia um novo ciclo político em Fafe, depois de longos anos de esmagadoras maiorias socialistas, e dos últimos quatro em coligação com o PSD.

     Desta vez, Eugénio Marinho diz não estar disponível para dar a mão a Raul Cunha. E não parece disposto a permitir, que qualquer outro, dos seus, esteja. É evidente que não foi por acaso a mudança de postura de Eugénio Marinho que numa primeira reacção na noite eleitoral disse que renunciaria ao mandato. Voltou atrás. Não admite que a coligação que encabeça seja, perante o resultado, e após as escolhas de Raul Cunha, outra coisa, que não oposição.

     Sabendo também que os eleitos pelo Movimento Fafe Sempre também não abdicam de fazer oposição, considerando que de outra forma estariam a trair o eleitorado que lhes confiou o voto, antevê-se assim que será um mandato difícil para Raul Cunha que terá de recorrer à negociação permanente para fazer passar as propostas no executivo. Prova disso foi o sinal dado pela oposição que não lhe delegou as competências atribuídas à Câmara. Agindo assim, pretenderam garantir que terão, dessa forma, conhecimento, e poder de decisão, na maior parte dos assuntos que fogem à competência directa do presidente, que terá de os colocar à deliberação do Executivo. Temas haverão que serão consensuais, mas em muitos prevê-se dificuldades.

     Como se não bastasse, Raul Cunha viu José Ribeiro ser eleito presidente da Assembleia Municipal de Fafe e não conseguiu esconder o incómodo, no acto de posse.

     Baralharam-se os protagonistas e as posições no jogo, e resta saber o que é que isto vai dar. De que forma Raul Cunha vai agir para conseguir fazer passar o seu plano para o concelho? Até quando a oposição estará disponível para colaborar? São questões que ficam no ar...

Elsa Lima Fafe

 


publicado por blogmontelongo às 18:00
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