BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
07
Nov 15

Opinião de Jorge Pimentel, vice-presidente do PSD/Fafe publicada no jornal Notícias de Fafe:

 

Agora que terminou a discussão pública à volta do PDM e das matérias a ela apensa, com as alterações introduzidas na carta educativa de Fafe em 2010 e em 2012, na sua fase intercalar de monitorização, passou o momento que mereceu a participação dos fafenses às alterações ou revisões de tão nobre documento estratégico do concelho. Passados uns meses, com o encerramento de várias escolas básicas no concelho, com a agregação das várias unidades orgânicas, tornadas agora em três agrupamentos, de dimensão alargada e com outros problemas à mistura, foram equacionadas algumas questões da rede escolar do concelho e dos territórios educativos, tais como, a atual população escolar e a sua escolaridade, a dispersão geográfica e a rede de transportes, a tão desejada nova escola secundária ou a renovação da existente, já seria bom, que continua a aguardar decisão do Ministério da Educação e da Ciência (MEC) e as dúvidas à volta dos centros educativos. Estas mudanças merecem e merecerão uma reflexão e análise cuidadas, de modo a projetar um novo desenho da rede escolar face às elevadas circunstâncias e alterações populacionais, por exemplo com o fenómeno da emigração. Em relação à nova escola secundária, perdeu-se uma oportunidade única no período das intervenções estruturais do Ministério da Educação e Ciência, materializadas pela Parque Escolar. Recordo também que a 05 de Outubro de 2010 inauguraram-se 100 escolas novas em todo o país no mesmo dia, e enquanto um concelho vizinho, Felgueiras, teve um investimento financeiro de 28 milhões de euros, o maior investimento na educação e na sua rede escolar desde o 25 de abril de 1974.

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 No nosso concelho, com a desejada nova escola secundária em espaço territorial fora do atual espaço físico, perdeu um momento decisivo, não conseguindo avançar com a nova escola. Com estes atrasos e indecisões, há uma resposta inconsistente ao nível da rede escolar e da oferta educativa, que se mantém, porque as sucessivas propostas apresentadas desde 2006 na carta educativa, parte delas estão por concretizar. Com estes atrasos no planeamento estratégico no âmbito da educação, ter-se-á de proceder à nova recolha e análise dos dados demográficos da NUT III, a disponibilizar pelo Instituto Nacional de Estatística, proceder a nono diagnóstico social de Fafe e fixar novas metas e objetivos na Nova Carta Educativa, ouvidos os parceiros e todas as instituições concelhias e supraconcelhias (direcções das IPSS, direcções dos agrupamentos ou escolas não agrupadas, Escola Profissional de Fafe, Direção Geral de Estabelecimentos Escolares do Norte, Centro de Emprego de Fafe, direção da Escola Secundária de Fafe e entidades associadas da educação do concelho, com assento parte delas no Conselho Municipal de Educação). Neste quadro geral, pensar, repensar e perspetivar as novas linhas clara de ação devem focar-se na população jovem e adulta do concelho, centrar atenção nas taxas de analfabetismo, avaliar as taxas de frequência das AEC's, números de crianças e alunos no ensino privado e público, as escolas com maiores taxas de sucesso e insucesso escolar que deverão ser apoiadas financeira e pedagogicamente na promoção dos resultados escolares, e verificar os alunos que frequentam a escola pública, os cursos profissionais, o ensino profissional qualificante e a população fafense que obteve formação no ensino superior.

Só perante um novo diagnóstico social do concelho, deixando de lado as «pequenas quintas pedagógicas», que continuam «institucionalizadas», será possível educar melhor as crianças, os jovens e os adultos, com a intervenção dos educadores e dos professores, técnicos pedagógicos habilitados e fundamentais ao processo educativo, evitando assim que a educação falhe e o homem do futuro seja punido pela falta de intervenção das políticas de educação locais, regionais e nacionais.

Um ano depois, depois de grande debate na autarquia e na comunidade educativa, qual o caminho do nosso território educativo?


publicado por blogmontelongo às 18:00
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Obrigada "h" pela atenção. Já se corrigiu o erro.
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