BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
30
Jul 16

Opinião de Alexandre Leite publicada na revista Factos, Fafe em Revista:

 

Há muitos elementos que compõem as “selvas urbanas”. Edifícios de habitação, sinalização de trânsito, postes de iluminação, edifícios públicos, passeios, ruas, árvores, zonas pedonais, parques de estacionamento, paragens de autocarros, pássaros, redes de saneamento, insectos, automóveis, pessoas, lixo, bicicletas, escolas, zonas comerciais, cursos de água, cabos de fibra óptica, esplanadas. Por vezes não é fácil a convivência entre todos os elementos urbanos. Não é fácil encaixar todas estas peças de forma a que os elementos funcionem bem e cumpram a função desejada.

É preciso um bom planeamento e é indispensável pensar a cidade. É preciso ter bons arquitectos, bons engenheiros, bons cidadãos, bons decisores políticos, que em conjunto possam discutir e resolver as desarmonias dessa selva urbana.

 

No Parque 1º de Dezembro, em frente ao edifício da antiga estação de comboios, há um jardim que recebeu de braços abertos quem chegava a Fafe de comboio e que continua ainda hoje disponível para um agradável passeio. Durante mais de um século os cedros aí plantados foram crescendo e, para além da sua óbvia beleza foram cumprindo os seus outros papeis: amenização da temperatura do meio envolvente, habitat para diversas espécies de aves, produção de oxigénio, retenção de poeiras e poluentes. Tão importante e útil se tornou esse arvoredo que a Assembleia Municipal de Fafe aprovou há cerca de um ano atrás, por unanimidade, uma proposta da CDU de pedido de classificação de interesse público, junto do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (pedido esse que está em período de avaliação).

 

Recentemente surgiu a notícia de que a Câmara iria remodelar esse largo. Na última reunião da Assembleia Municipal, quando questionado sobre de que forma esse projecto de remodelação iria valorizar esse património, o Sr. Presidente da Câmara respondeu que pelo menos duas árvores seriam mantidas... frase que entretanto desembocou no aviso algo contraditório de que talvez a árvore mais da ponta tivesse de ser sacrificada...

 

Não conhecendo o projeto e acreditando que é difícil por vezes encaixar todas as peças urbanas de forma harmoniosa, parece que algo vai mal na escolha das prioridades e no planeamento. Há alguma coisa mais importante naquele parque do que a sua história, as árvores e o monumento alusivo aos centenários? E se bem que o monumento até possa ser deslocado para outra zona da praça, o mesmo não é prático fazer com as árvores. Não será possível desenhar o trajeto da rua, os passeios, o estacionamento, num largo tão grande, sem atropelar as árvores?! Fica aqui o alerta, para que a selva urbana não seja gerida pela lei da selva.

 

Árvores Fafe Alexandre Leite

 


publicado por blogmontelongo às 18:00
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