BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
17
Out 15

Opinião de Carlos Rui Abreu, director-adjunto do Notícias de Fafe:

 

O povo votou e o povo é quem mais ordena. Em Fafe, mais uma vez ficou demonstrado que aquela ideia de que qualquer um que se candidate pelo PS ganha já não é tão verdade quanto isso. Nas útlimas autárquicas a vitória socialista ficou presa por um fio, nas europeias voltou a ter uma vantagem considerável e agora perde as legislativas como já não acontecia desde 1987.

Um acto eleitoral de dimensão nacional, com variantes que escapam às realidades locais e que, por exemplo, provocaram derrotas socialistas em bastiões como Guimarães ou Cabeceiras de Basto. No distrito de Braga só mesmo o concelho de Vizela se manteve 'rosa'.

Existem, no entanto, algumas leituras destas eleições que gostaria de partilhar com o leitor e que poderão marcar o futuro próximo da política fafense.

Qual o impacto que esta derrota terá na vida interna do PS local, na hora das decisões. Decisões porque, como é sabido, a concelhia socialista é liderada por uma Comissão Administrativa e o que está previsto é que depois das legislativas a situação seja normalizada com a eleição de um novo Secretariado e Comissão Política. Que estragos deixará esta derrota? Quem avança para a luta na liderança? Que implicações terá essa luta na escolha do próximo candidato socialista à Câmara?

Muitas dúvidas no ar e a certeza de que haverá nomes incontornáveis nesta disputa pelo poder no PS/Fafe. José Ribeiro, Laurentino Dias, Francisco Lemos e, quiçá, Pompeu Martins. Mais um ou outro nome poderá surgir mas creio que seja só para baralhar. As espingardas já estão a ser contadas e a última noite eleitoral já ajudou a pôr a nu divisões que já pouco tinham por onde se esconder.

E no meio de tudo isto que papel ficará para o independente Raul Cunha? Até quando vai esperar o presidente da Câmara pela definição do partido? Será que Raul Cunha quer voltar a ser candidato?

Questões e mais questões que em 2016 serão, por certo, respondidas.

Mas no cimo da rua, na sede do PSD, esta vitória também não deve ser encarada com optimismo desmedido. O povo já deu provas de que sabe o que está a fazer em cada acto eleitoral e que tira com a mesma facilidade com que dá. Em dois anos, em três eleições, o PSD ganhou uma e perdeu duas. Venceu estas legislativas de forma categórica da mesma forma que perdeu as autárquicas, ficando mesmo em terceiro, e ficando em segundo nas europeias onde também surgiu coligado com o CDS.

Não creio que este resultado de domingo possa ser repetido ou sequer aproximado pelo PSD nas autárquicas de 2017. As vicissitudes de umas eleições como as locais vão trazer outros protagonistas, outras cambiantes, e o partido "laranja" não tem ainda, na minha opinião, a onda de apoio que possa culminar com uma vitória.

Porque aí surgirão de novo os Independentes por Fafe, sem o desgaste de eleições nacionais e apenas focados nas autáquicas. Ao que se sabe Parcídio Summavielle já está no terreno a trabalhar para tentar alcançar uma vitória que, há dois anos, falhou por pouco. Mas também neste campo político há muitas dúvidas. Parcídio volta a avançar como candidato? Que mossas vai deixar no seio da base de apoio dos IPF o balanço deste mandato?

Politicamente os próximos meses poderão ser de algumas movimentações e 2016 será, de certeza, ano de definições.

Por isso, aguentem-se!


publicado por blogmontelongo às 18:00
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