BLOG MONTELONGO
Olhares para Fafe
03
Dez 16

Opinião de Jesus Martinho no Facebook:

 

     No passado domingo, 27 de Novembro, foi cortada a fita vermelha para abrir a requalificação da rua de Santo André, no lugar de Sangidos, freguesia de Golães. Uma artéria que, há anos, apresentava graves problemas de conservação devido a uma anormal concentração de águas, pluviais e de uma "nascente". Ficaram a ganhar os utentes da via e, mais uma vez, ficou a perder a história fafense: A actual rua de Santo André corresponde a uma parte do itinerário medieval da importante via Guimarães, Fafe, Cavez, já referenciada no século XIII, localizada num dos mais emblemáticos espaços rurais da freguesia, com um enorme simbolismo histórico, onde existiu uma gafaria nos séculos XIII e XIV e permanece a capela barroca de Santo André e a ponte medieval de Bouças/Sangidos. Requalificar esta via, de origem ancestral, com alcatrão foi, na minha opinião, um erro... também pelo impacto visual. Uma boa calçada teria sido muito mais adequada.

 

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 Fotos: Município de Fafe, 27 Novembro de 2016.

publicado por blogmontelongo às 18:00
26
Nov 16

Opinião de Gil Soares na revista Factos de Fafe:

 

     A "Feira Velha", hoje designada de Praça Mártires do Fascismo, é o resultante de um conjunto de elementos, ao longo dos tempos, que ciraram funções e desenvolveram funcionalidades no espaço.

     Desta forma, estamos a admitir o papel relevante que os elementos morfológicos desempenharam na construção deste espaço urbano e, por isso, potenciadores de novas dinâmicas espaciais.

     O Jornal " O Povo de Fafe", em 1912, fazia referência á praça: "Pretende-se que o largo da Feira-Velha, a cuja regularização se anda procedendo por obra e graça de uma boa dose de patriotismo de certa pessoa, seja um dos mais bonitos largos da villa".

     Há mais de um século que a sua importância é destacada e torna-se crucial, nos próximos anos, a requalificação de todo aquele espaço, que é o mais importante da nossa cidade e que, atualmente, está relegado a um deprimente parque de estacionamento como cartão-de-visita para quem chega ao centro de Fafe.

     Primeiro temos de perceber que a definição de praça nos remete para " um lugar público e amplo, geralmente rodeado de edifícios onde desembocam várias ruas". Neste caso, pela sua disposição na malha urbana e, estando ladeada a nascente pelos Paços do Concelho, assume essa definição e importância.

     Num dos meus artigos anteriores dei a opinião de como seria importante requalificar o espaço da Estação até à Feira Velha, ligando ao Parque da Cidade e na transição serem criados espaços desportivos.

     A Praça Mártires do Fascismo assume, naturalmente, essa ligação na malha urbana, podendo assumir-se como uma praça monumental e continuidade do Parque da Cidade ao centro da cidade.

     Na minha opinião esta praça deve primar pela simplicidade do traço e a criação de espaços verdes pois, com o passar do tempo, tanto o edifício como a vegetação têm uma posição forte na hierarquia morfológica e visual da cidade. Deve ser criado uma escadaria imponente, que vença o desnível, disposta frontalmente ao edifício da C.M. de Fafe e assegurar condições para a mobilidade reduzida.

Fafe arquitectura praça

      A criação de um parque de estacionamento subterrâneo seria primordial, pois permitiria que a cidade continuasse a ter essa valência, em questões de mobilidade. Ao centro da praça o monumento da "Justiça de Fafe". Sendo o símbolo caracterizador de Fafe, este monumento deve ser localizado no espaço urbano de maior importância e visibilidade.

     Em suma, a Praça Mártires do Fascimo é o mais importante espaço da cidade e deve (continuar) a ser prioridade na agenda política. Deve tornar-se num palco de grandes eventos e de vivências. A sua importância não deve ser descurada...

publicado por blogmontelongo às 18:00
23
Nov 16

Opinião de Alberto Alves, Independentes por Fafe, no jornal Notícias de Fafe:

 

     Da fachada do edifício "Royal Center" em pleno centro da cidade, caiu uma placa de granito. Por sorte não vitimou ninguém. Mas poderia ter acontecido algo de grave.

     Este acidente vem juntar-se à imundice que continua a grassar pelo interior do edifício e aos consequentes maus cheiros que dali circulam para o exterior.

     Numa época em que pelo mundo inteiro reina a preocupação da preservação do ambiente, aquele "escarro" escancarado no centro da cidade em nada abona as boas vontades em prol do ambiene e da qualidade de vida.

     Em relação a este edifício, não bastam as palavras animadoras ou consoladoras em benefício da resolução do problema. É preciso mais dinâmica nas acções e, de uma vez por todas, solucionar aquela aberração.

     Já esperamos tempo demais.

publicado por blogmontelongo às 18:00
19
Nov 16

Opinião de Eurico Castro na revisa Factos de Fafe:

 

     Falta pouco menos de um ano para as autárquicas 2017 e assistimos a um desfile de nomes para encabeçar as listas dos partidos e movimentos do concelho. Um desfile de nomes que corre os cafés e redes sociais. Hoje, as redes sociais são verdadeiros palcos de debate entre cidadãos anonímos em torno do nome do candidato do partido x ou y, ou até do movimento Z.

     Mas não seria mais importante antes, falar dos projectos, da estratégia e modelo de desenvolvimento social e conómico que os partidos e movimentos pretendem para o concelho, do que os nomes para encabeçar as listas? Vive-se actualmente uma autêntica obcessão pelo nome dos candidatos, esquecendo-se dos problemas do concelho e das soluções a apresentar pelas forças políticas para a sua resolução. Se é verdade que é importante conhecer o nome do candidato, mais importante será conhecer os projectos, as ideias, a visão que cada força política tem para o concelho.

     A discussão em torno do nome do candidato torna-se um pouco fútil e redutora da real importância do acto eleitoral que se avizinha. Mais preocupante será a falta de pensamento próprio de alguns cidadãos. Li, há dias, uma frase que me assustou, "Sou...(orientação partidária), e se o ... se apresentar pelo partido x, eu voto nele, senão será o candidato que o meu partido (x) escolher", e de seguida um interveniente da discussão virtual perguntava lhe: "mesmo que seja o Costinha?...", o que o primeiro interveniente lhe respondeu que sim!

Câmara Fafe

     Mas a discussão não ficou por aí, a fundamentação ainda foi mais chocante, afirmando que prezava os valores do 25 de Abril, e que mesmo não concordando com o líder do partido, votaria na pessoa que por ele fosse indicado, independentemente de ser competente ou não, por patilhar a mesma ideologia político-partidária.

     O exemplo que acabei de dar não é exclusivo de Fafe, tal pensamento ainda bastante presente a nível nacional. Assusta-me ver que esse pensamento ainda esteja muito presente numa sociedade moderna como a nossa. Uma sociedade que passou por uma ditadura de quase 50 anos, em que os candidatos eram impostos e não havia escolha, liberdade de expressão e pensamento próprio.

     Assusta-me que hoje ainda existe este tipo de seguidismo.

     Ter uma ideologia política não significa aceitar cegamente as directivas dos líderes partidários, sem ter um pensamento crítico e fundamentado sobre as opções políticas apresentadas. Concordo que o candidato tem algum peso na escolha, quer pela sua competência, que pelo seu carismo. Por muito carismático que seja, ou por muito competente que seja, um candidato sem uma visão e sem ideias, é um vazio!

     Mas a escolha é nossa, o pensamento é nosso, somos livres, e não deixamos de defender a nossa ideologia política, ao não aceitar aquilo que nos é imposto pelos líderes partidários.

     O voto é secreto, e podemos com o nosso voto, mostrar o nosso descontentamento contra a nossa família política. Não precisamos de mudar de partido para mostrar que temos um pensamento livre. O voto é a arma que temos para mostrar os nossos pensamentos, respeitando sempre os nossos princípios e os nossos valores políticos.

     Para quem gosta de ler, deixo aqui a minha sugestão pré-eleitoral. O ensaio sobre a lucidez, de José Saramago, um livro bastante esclarecedor sobre os medos da classe política!

publicado por blogmontelongo às 18:00
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